12/09/2014

Emergências políticas no Brasil que são pouco abordadas ou ignoradas pelos principais candidatos.

Vejo muitos dos partidos políticos como verdadeiras máfias brasileiras.
Eles possuem suas respectivas cúpulas com engravatados que coordenam membros menores como verdadeiras marionetes.
Esses "poderosos chefões" partidários, em sua maioria, buscam apenas seus próprios interesses: basicamente o poder e o dinheiro. Se algo ou alguém vai contra tais interesses, a punição aparece de diversas formas. Desde expulsão da gangue do partido até, creio eu, medidas mais severas como ameaças de morte..

O duelo entre as máfias os partidos em busca do poder acaba por deixar o povo, o maior interessado, em segundo plano (ou terceiro, quarto... sei lá). As tais marionetes, manipuladas pelos tais chefões, são como robôs programados em entrevistas e debates. Muitos, devido a pouca capacidade de memória, levam uma colinha para não fazer feio e tentar iludir conquistar a população.

Os peixes grandes acabam focando seus discursos em pautas fofinhas como educação, segurança, economia e saúde. Se todos os que chegaram ao poder tivessem cumprido com suas promessas, nosso país seria de primeiro mundo, talvez o mais desenvolvido do planeta. Em contrapartida, alguns pontos emergenciais são ignorados, essencialmente, pelas grandes coligações. Motivo? Interesses partidários. Vou listar alguns deles.

Fim do voto obrigatório.


Segundo levantamento do Datafolha, cerca de 60% dos brasileiros não iriam às urnas se o voto não fosse obrigatório. Isso reflete bem a confiança da própria população para com a política.  Porém, quero ver algum político que faça um plebiscito para discutir o assunto. Duvido, e muito!
Sou completamente a favor ao fim dessa obrigatoriedade. Por qual motivo? Além de ser contra a democracia, embora alguns aleguem o contrário, a obrigatoriedade só favorece candidatos populistas e/ou mau intencionados. Temos um país onde a maioria da população não tem o menor conhecimento sobre política. É por isso que temos tantos problemas como corrupção, mau uso do dinheiro público, etc. Acredito que todos deveriam se interessar por política. Se as pessoas tivessem maior conhecimento e amadurecimento sobre o assunto e fossem votar com 100% de certeza e vontade, a política no país seria outra.

Mas como já abordei anteriormente, isso dificilmente será concretizado nas mãos dos grandes partidos, já que eles seriam os maiores "prejudicados".

Fim da Reeleição.


Entre os três principais candidatos a presidência, nessas eleições, somente Marina Silva (PSB) tem o fim da reeleição em seu projeto de governo. Toda vez que vejo as promessas de um candidato a reeleição, seja para qualquer cargo, pergunto: Por qual raios são fez isso nesses anos de governo? Por que são necessários mais tantos anos para fazer isso?

Sem falar, que para cargos de deputado ou vereador, o caso é bem mais grave: temos políticos que estão no poder há mais de 10 anos seguidos, sendo que uns, têm até mesmo cerca de 20 anos. Qualquer um que tenha um pingo de bom senso sabe que isso não é nada bom. Muitos desses políticos pouco ou nada fizeram em prol da população e o fato de precisarem de menos votos para se elegerem agrava ainda mais a situação. Quer um exemplo? Os fundamentalistas (os que misturam Estado com religião) se perpetuam no poder por conta de líderes religiosos que incentivam seus fiéis a darem seus votos para tais. Por mais que em uma amostragem de dez mil pessoas, oito mil sejam contra, os outros dois mil votos, muito provavelmente, darão a vitória aos mesmos.

Por uma política mais madura e séria, seria imprescindível acabar com as reeleições para cargos de presidente, governador, senador e prefeito e permitir apenas uma reeleição para cargos de deputado e vereador.

Com toda certeza, um projeto desse não seria aprovado pelo Congresso/Senado. E não me surpreenderia se o autor do projeto passasse a ser perseguido, ameaçado de morte ou até propriamente morto. Carreira política enriquece muitos colarinhos brancos por aí.


Redução de cargos políticos 

Para que tantos deputados e vereadores? O pior é cada deputado e vereador possuem assessores, o que faz com que a brincadeira fique bem cara aos cofres públicos. Já parou para pensar quantos bilhões de reais são gastos por ano no país só para pagar salários e despesas desses cargos? Enquanto os hospitais e escolas públicas sofrem pela falta de profissionais e estruturas, muita cifra é jogada no lixo. Para piorar, a grande maioria não faz nada e, muitas vezes, nem assiduidade possui. Precisamos de uma grande reforma e essa infinidade de cargos precisa ser cortada.
Agora é só reler o último parágrafo dos dois pontos citados anteriormente para se ter a explicação do motivo pelo qual a redução de cargos não é abordada pelos principais partidos.


Reforma do Código Penal


Acredito que nem reforma adianta. Será preciso reconstruir o Código Penal. Os motivos são evidentes e nem precisaria comentar algo a respeito. Quem assiste ou lê noticiários sabe que a única lei que funciona no Brasil é a lei da gravidade. Esse ponto, a tal reforma, é sempre abordado pelos políticos, mas nunca chega a ser concretizado. O motivo só podemos entender através de uma profunda reflexão. Os "interesses partidários" é um bom princípio para tal.


11/09/2014

Como responder 10 citações homofóbicas com estilo

Com o objetivo de demonstrar como argumentos homofóbicos são frágeis a nível intelectual, elaborei uma lista com os mais comuns de se ouvir/ler e as contra-argumentações que podemos apresentar.

Vale lembrar que homofobia não é só bater ou matar cidadãos LGBT.

1. Ser gay é questão de escolha!
Não, não é. Se fosse, quando você escolheu ser hétero? Se fosse, por qual motivo alguém desejaria ser gay, visto que a vida de um gay é bem mais complicada do que a de héteros, nessa questão? E mesmo se fosse escolha, qual seria o problema? As pessoas não possuem liberdade de escolha?



2. Ser gay é contra as leis de Deus. Está na bíblia!
Primeiro, as regras de sua religião só podem ser válidas para pessoas que as seguem. Logo, você não possui o direito de criticar/impor dogmas de sua fé para as demais pessoas. Lembro que uma sociedade é formada por pluralidade religiosa. Segundo, se todos os cristãos, por exemplo, forem seguir tudo o que está na bíblia, não poderiam fazer a barba, comer camarão, etc. E, em terceiro, que grande parte dos cristãos é neutra no que se refere a esse assunto. Ou seja, o fato de “ser contra as leis de Deus” não é uma unanimidade nem dentro da própria religião. Sim, conheço vários evangélicos que chegaram em mim e disseram que Deus se importa se eu sou uma pessoa boa e não com a minha sexualidade.



3. Deus fez Adão e Eva.
Isso se assemelha bastante ao argumento número 2. Mas, podemos contra-argumentar de maneira mais específica:
Adão e Eva não eram hermafroditas, mas existem hermafroditas. Adão e Eva não possuíam nenhuma deficiência física ou mental (ou, pelo menos, não se aborda na bíblia), mas existem pessoas que nascem com essas deficiências. Ou seja, não se pode resumir uma sociedade inteira com base em Adão e Eva.

4. Homossexuais ameaçam a continuação da raça humana.
(Mesmo sendo totalmente absurda e ignorante, existem diversas pessoas que fazem uso de tal argumentação).
Homossexuais existem desde o surgimento do homo sapiens. E existem em número bem maior atualmente, o que é natural, pois se trata de proporção. E nem por isso a população mundial deixou de crescer ou diminuiu. Pelo contrário, vivemos em um mundo cada vez mais superlotado, o que, consequentemente, causa mais devastação na natureza, poluição do meio ambiente, escassez de recursos naturais, proliferação de doenças, etc. Seguindo essa lógica, todos deveriam dizer: “GRAÇAS A DEUS QUE EXISTEM HOMOSSEXUAIS”. Já pensou se não fossem os 10% de homossexuais que populam o planeta? Pois é, estaria bem pior. Bem pior mesmo! Cabe salientar que, mesmo assim, ser homossexual não é ser infértil. Qualquer homossexual pode se reproduzir através de inseminação artificial.



5. O homossexualismo não é natural.
(Utilizei homossexualismo pois estou simulando argumentação homofóbica).
Desde que me conheço por gente sinto atração por indivíduos do mesmo sexo. Ou seja, para mim, isso é bem natural. E mesmo que você não considere natural, aposto que usas óculos, roupas, aparelhos eletrônicos, carros e ingeres alimentos artificiais. Portanto, ou você vive pelado no meio do mato ou você é um completo hipócrita. Por você estar a utilizar uma rede social, acho que se encaixa na segunda opção, né?



5. Morrem mais heterossexuais do que gays! Vocês são vitimistas.
Confesso que o problema da violência, principalmente no Brasil, é algo absurdo e inadmissível. Todavia, não podemos ser idiotas a ponto de querer comparar uma coisa com outra. Você, heterossexual, está em risco pela violência corriqueira e habitual da nossa sociedade. Eu, homossexual, estou com o dobro de risco: além da violência corriqueira e habitual, tenho a probabilidade, também, de ser ferido ou morto por conta da minha sexualidade.

6. Os homossexuais querem privilégios!
Queremos privilégios como casamento civil, adoção de crianças, de não sermos perseguidos e julgados por conta de nossa sexualidade. Ops, acho que você precisa procurar o significado da palavra “privilégio” no dicionário. Aproveita e joga no Google. Ele o ajudará.



7. É um direito meu não concordar com o homossexualismo.
Pois é, meu caro. Tem gente que não gosta de negros, orientais, macumbeiros, espíritas, católicos…
E nem por isso essas pessoas têm o direito de exporem suas não concordâncias em público. Se fosse seguir essa linha de pensamento, qualquer um poderia falar abertamente que odeia negros, expressarem, além do racismo, xenofobia, desrespeitar religiões alheias. Se você possui algum(uns) desses preconceitos, o que diz muito a respeito da sua limitação intelectual e falta de compaixão para com o próximo, sugiro que guarde pra si mesmo. Não é expressando intolerâncias que você fará um mundo melhor, não é mesmo?

8. Vocês querem impor a sexualidade de vocês!
Não. Queremos o direito de levar uma vida normal e, acima de tudo, respeito, como qualquer cidadão tem direito. Na verdade, você que quer impor suas visões/dogmas religiosos e conceitos de normatividade para nós.

9. O que vou explicar para meu filho?
Óbvio: vai explicar que ele tem que respeitar as diferenças e que o mundo é formado por diversidades. Fique tranquilo que a sexualidade não é escolha e mesmo se ela fosse influenciável, com toda certeza ele seria hétero, pois casais heterossexuais são 90% da população. Ou estou enganado? Não queira justificar seu preconceito se utilizando das crianças. É algo bem covarde.



10. Gayzista!
(Você certamente será chamado disso quando se defender de qualquer argumento homofóbico. Afinal, esses conservadores só defendem a liberdade de “expressão” quando os interessam.)
Se ser gayzista é contra-argumentar suas “opiniões”, o ditador, no caso, não sou eu, mas sim você!

Afinal, liberdade de expressão vale para ambos os lados.

01/09/2014

A injustiça no episódio "Marina Silva e a pauta GLBT"




Alterações no plano de Governo da candidata Marina Silva (PSB), no sábado, um dia após o seu lançamento oficial, geraram grande polêmica por parte dos eleitores, principalmente os do grupo GLBT, pois foram retirados certos pontos como criminalização da homofobia, liberação do casamento entre pessoas do mesmo sexo e distribuição de material de conscientização sobre homofobia nas escolas públicas, originalmente pautadas.

Porém, o que mais me causou surpresa foi o texto original, pois venho acompanhando suas posições em relação aos direitos civis dos cidadãos LGBT desde as eleições de 2010 e estas permanecem iguais até os dias atuais, vide sua página oficial no Facebook. Dias antes da divulgação do plano, a assessoria de Marina respondia questões de internautas com relação a esse assunto com postura idêntica ao texto corrigido no último sábado (30/08).

Para infelicidade de Marina, a correção se deu justamente após o fundamentalista Silas Malafaia ameaçá-la no Twitter, caso ela não de manifestasse até hoje, segunda-feira, 1º de setembro. Mesmo sendo uma mera coincidência, foi aberta margem para desconfianças. A laicidade do Estado que Marina, mesmo sendo evangélica, sempre defendeu passou a ser questionada. Tal desconfiança pode acarretar em estagnação ou até mesmo queda de seus números nas pesquisas eleitorais.

Não querendo defender a candidata, mas sendo justo, afirmo que é perfeitamente compreensível, para mim e para quem vem acompanhando Marina, que o texto original divulgado estava equivocado e destoado das reais posições da candidata e de sua coligação. Meus questionamentos são outros: Quem foi o irresponsável que redigiu um texto errado? Será que alguém revisou antes de oficializá-lo na internet? Se revisou, foi incompetente ou o fez de maneira proposital?

Vale ressaltar que o fato de compreender o texto alterado de Marina não significa que eu concorde plenamente com o mesmo. A homofobia tem que ser criminalizada assim como o racismo é. A demonização dos homossexuais por parte de  grupos conservadores é responsável por milhares de mortes, não só no sentido de homicídio, mas principalmente no de suicídio. Sem falar que quando ela diz que não apoia o casamento entre pessoas do mesmo sexo e se baseia em dogmas do Cristianismo para justificar tal postura, ela demonstra uma total falta da coerência, uma vez que diz reconhecer e defender um Estado Laico.

É preciso questionar vários pontos da campanha de Marina. Mas temos de fazer as perguntas corretas. Ridicularizar a candidata como algumas correntes vêm fazendo é entrar na pilha dos principais adversários (Dilma e Aécio) para desestabilizar sua campanha e seu crescimento. Cabe salientar que, mesmo com adversidades, Marina é a única entre os três principais candidatos que tem uma pauta exclusiva sobre GLBT no plano de governo.

** Segundo informações a pauta originalmente publicada era as reivindicações de militantes GLBT da coligação.

26/08/2014

Recordar é votar bem: Lista dos deputadores que votaram no aumento do próprio salários pós Eleições 2010

Recordar é votar bem!

Segue abaixo a lista dos deputados que votaram A FAVOR do aumento DOS PRÓPRIOS salários em 2010, logo após as eleições daquele ano.

Não vou dar nenhuma opinião e deixar que cada um tire suas próprias conclusões. Pretendo trazer ao blog, mais listas durante essas eleições. Quem quiser confirmar a veracidade da lista, basta pesquisar na Internet.

Abelardo Camarinha (PSB)
Ademir Camilo (PDT)
Aelton Freitas (PR)
Alberto Fraga (DEM)
Alceni Guerra (DEM)
Aldo Rebelo (PCdoB)
Alex Canziani (PTB)
Alexandre Santos (PMDB)
Alexandre Silveira (PPS)
Alice Portugal (PCdoB)
Ana Arraes (PSB)
Andre Vargas (PT)
Angela Amin (PP)
Angela Portela (PT)
Angelo Vanhoni (PT)
Aníbal Gomes (PMDB)
Ann Pontes (PMDB)
Antônio Andrade (PMDB)
Antonio Bulhões (PRB)
Antônio Carlos Biffi (PT)
Antonio Carlos Biscaia (PT)
Antonio Carlos Chamariz (PTB)
Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM)
Antonio Carlos Pannunzio (PSDB)
Antonio Cruz (PP)
Antônio Roberto (PV)
Aracely de Paula (PR)
Ariosto Holanda (PSB)
Armando Abílio (PTB)
Arnaldo Jardim (PPS)
Asdrubal Bentes (PMDB)
Átila Lins (PMDB)
Átila Lira (PSB)
Bel Mesquita (PMDB)
Benedito de Lira (PP)
Bernardo Ariston (PMDB)
Beto Faro (PT)
Beto Mansur (PP)
Bilac Pinto (PR)
Bruno Rodrigues (PSDB)
Camilo Cola (PMDB)
Carlos Abicalil (PT)
Carlos Alberto Leréia (PSDB)
Carlos Bezerra (PMDB)
Carlos Eduardo Cadoca (PSC)
Carlos Sampaio (PSDB)
Carlos Santana (PT)
Carlos Willian (PTC)
Carlos Zarattini (PT)
Cassio Taniguchi (DEM)
Celso Maldaner (PMDB)
Celso Russomanno (PP)
Cezar Silvestri (PPS)
Ciro Nogueira (PP)
Ciro Pedrosa (PV)
Claudio Cajado BA (DEM)
Cláudio Diaz (PSDB)
Colbert Martins (PMDB)
Dagoberto (PDT)
Daniel Almeida (PCdoB)
Darcísio Perondi (PMDB)
Davi Alves Silva Júnior (PR)
Devanir Ribeiro (PT)
Dilceu Sperafico (PP)
Dr. Adilson Soares (PR)
Dr. Nechar (PP)
Dr. Paulo César (PR)
Dr. Ubiali (PSB)
Edio Lopes (PMDB)
Edmar Moreira (PR)
Edmilson Valentim (PCdoB)
Edson Aparecido (PSDB)
Edson Duarte (PV)
Edson Ezequiel (PMDB)
Eduardo Barbosa (PSDB)
Eduardo Cunha (PMDB)
Eduardo da Fonte (PP)
Eduardo Gomes (PSDB)
Elcione Barbalho (PMDB)
Eliene Lima (PP)
Eugênio Rabelo (PP)
Evandro Milhomen (PCdoB)
Fábio Ramalho (PV)
Fábio Souto (DEM)
Félix Mendonça (DEM)
Fernando Coelho Filho (PSB)
Fernando Ferro (PT)
Fernando Marroni (PT)
Filipe Pereira (PSC)
Flaviano Melo (PMDB)
Flávio Bezerra (PRB)
Francisco Rodrigues (DEM)
Francisco Rossi (PMDB)
Francisco Tenorio (PMN)
Gastão Vieira (PMDB)
Geraldo Pudim (PR)
Geraldo Resende (PMDB)
Geraldo Simões (PT)
Germano Bonow (DEM)
Gerson Peres (PP)
Gilmar Machado (PT)
Giovanni Queiroz (PDT)
Givaldo Carimbão (PSB)
Gonzaga Patriota (PSB)
Guilherme Campos (DEM)
Henrique Eduardo Alves (PMDB)
Homero Pereira (PR)
Hugo Leal (PSC)
Humberto Souto (PPS)
Indio da Costa (DEM)
Jair Bolsonaro (PP)
Jairo Ataide (DEM)
Janete Capiberibe (PSB)
Jilmar Tatto (PT)
Jô Moraes (PCdoB)
João Carlos Bacelar (PR)
João Dado (PDT)
João Leão (PP)
João Magalhães (PMDB)
João Matos (PMDB)
João Oliveira (DEM)
Joaquim Beltrão (PMDB)
Jofran Frejat (PR)
Jorge Khoury (DEM)
Jorginho Maluly (DEM)
José Carlos Aleluia (DEM)
José Carlos Araújo (PDT)
José Carlos Machado (DEM)
José Genoíno (PT)
José Guimarães (PT)
José Maia Filho (DEM)
José Mendonça Bezerra (DEM)
José Otávio Germano (PP)
José Rocha (PR)
José Santana de Vasconcellos (PR)
Julião Amin (PDT)
Júlio Cesar (DEM)
Júlio Delgado (PSB)
Jurandil Juarez (PMDB)
Jurandy Loureiro (PSC)
Lael Varella (DEM)
Laurez Moreira (PSB)
Lázaro Botelho (PP)
Léo Vivas (PRB)
Leonardo Quintão (PMDB)
Lira Maia (DEM)
Lobbe Neto (PSDB)
Luciano Castro (PR)
Lúcio Vale (PR)
Luis Carlos Heinze (PP)
Luiz Alberto (PT)
Luiz Bittencourt (PMDB)
Luiz Carlos Hauly (PSDB)
Luiz Carlos Setim (DEM)
Luiz Fernando Faria (PP)
Manato (PDT)
Manoel Junior (PMDB)
Marçal Filho (PMDB)
Marcelo Castro (PMDB)
Marcelo Melo (PMDB)
Marcelo Ortiz (PV)
Marcio Junqueira (DEM)
Márcio Marinho (PRB)
Márcio Reinaldo Moreira (PP)
Marco Maia (PT)
Marcondes Gadelha (PSC)
Marcos Lima (PMDB)
Marcos Medrado (PDT)
Marcos Montes (DEM)
Maria Helena (PSB)
Maria Lúcia Cardoso (PMDB)
Mário Heringer (PDT)
Mário Negromonte (PP)
Maurício Quintella Lessa (PR)
Maurício Rands (PT)
Maurício Trindade (PR)
Mauro Lopes (PMDB)
Mauro Mariani (PMDB)
Mendes Ribeiro Filho (PMDB)
Miguel Martini (PHS)
Milton Monti (PR)
Milton Vieira (DEM)
Moacir Micheletto (PMDB)
Moises Avelino TO (PMDB)
Moreira Mendes (PPS)
Narcio Rodrigues (PSDB)
Nelson Bornier RJ (PMDB)
Nelson Marquezelli (PTB)
Nelson Meurer (PP)
Nelson Pellegrino (PT)
Nelson Trad (PMDB)
NIlmar Ruiz (PR)
Odair Cunha (PT)
Odílio Balbinotti (PMDB)
Osmar Júnior (PCdoB)
Osmar Serraglio (PMDB)
Osmar Terra (PMDB)
Paes Landim (PTB)
Paulo Abi-Ackel (PSDB)
Paulo Bauer (PSDB)
Paulo Henrique Lustosa (PMDB)
Paulo Magalhães (DEM)
Paulo Pereira da Silva (PDT)
Paulo Piau (PMDB)
Paulo Rattes (PMDB)
Paulo Roberto Pereira (PTB)
Paulo Rocha (PT)
Paulo Teixeira (PT)
Pedro Eugênio (PT)
Pedro Fernandes (PTB)
Pedro Novais (PMDB)
Pedro Valadares (DEM)
Pedro Wilson (PT)
Pinto Itamaraty (PSDB)
Pompeo de Mattos (PDT)
Professor Setimo (PMDB)
Professora Raquel Teixeira (PSDB)
Ratinho Junior (PSC)
Raul Henry (PMDB)
Rebecca Garcia (PP)
Reginaldo Lopes (PT)
Renato Amary (PSDB)
Renato Molling (PP)
Ribamar Alves (PSB)
Ricardo Barros (PP)
Ricardo Tripoli (PSDB)
Rita Camata (PSDB)
Roberto Alves (PTB)
Roberto Balestra (PP)
Roberto Britto (PP)
Roberto Santiago (PV)
Rodrigo Maia (DEM)
Rodrigo Rocha Loures (PMDB)
Rogério Marinho (PSDB)
Rômulo Gouveia (PSDB)
Sebastião Bala Rocha (PDT)
Sérgio Barradas Carneiro (PT)
Sérgio Brito (PSC)
Sérgio Moraes (PTB)
Sergio Petecão (PMN)
Severiano Alves (PMDB)
Silas Brasileiro (PMDB)
Silas Câmara (PSC)
Simão Sessim (PP)
Solange Almeida (PMDB)
Solange Amaral (DEM)
Tadeu Filippelli (PMDB)
Thelma de Oliveira (PSDB)
Uldurico Pinto (PHS)
Valadares Filho (PSB)
Valdir Colatto (PMDB)
Valtenir Pereira (PSB)
Vanderlei Macris (PSDB)
Veloso BA (PMDB)
Vicentinho (PT)
Vieira da Cunha (PDT)
Vignatti (PT)
Vilson Covatti (PP)
Vinicius Carvalho (PTdoB)
Virgílio Guimarães (PT)
Vital do Rêgo Filho (PMDB)
Vitor Penido (DEM)
Waldemir Moka (PMDB)
Waldir Maranhão (PP)
Walter Ihoshi (DEM)
Walter Pinheiro (PT)
Wellington Fagundes (PR)
Wellington Roberto (PR)
William Woo (PPS)
Wilson Braga (PMDB)
Wilson Picler (PDT)
Wladimir Costa (PMDB)
Wolney Queiroz (PDT)
Zé Geraldo (PT)
Zé Gerardo (PMDB)
Zé Vieira (PR)
Zenaldo Coutinho (PSDB)
Zezéu Ribeiro (PT)
Zonta (PP)

22/08/2014

A Esquerda "furada" da Dilma e do PT.

Lembra do "Kit Anti-homofobia", apelidado de "Kit Gay" pelos moralistas? Para quem não viu a opinião da nossa ilustríssima presidente Dilma sobre o assunto, segue abaixo:


Impossível não ficar com um grande "WTF?" na cabeça após ouvir tanta asneira.

Para começo de conversa, este kit, que era nada mais do que materiais pedagógicos, incluindo vídeos, para conscientização sobre a homossexualidade e combate da homofobia, foi aprovado pelo Ministério da Educação, na época encabeçado pelo atual prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, do mesmo partido de Dilma.

Após ver a grande polêmica causada pelo tal kit, promovida por líderes religiosos e políticos da corrente conservadora, Dilma amarelou e vetou o material. Infelizmente, a falta de personalidade política de Dilma não se limitou apenas ao veto. " Não será permitido nenhum órgão de nosso Governo fazer PROPAGANDA de OPÇÕES SEXUAIS".

Nossa Presidente demonstrou toda sua ignorância acerca do assunto nesta pequena frase, não só se rendendo à oposição conservadora, mas também sendo incoerente com o próprio partido. Como uma pessoa pode se dizer contra a homofobia se ela considera um material de conscientização como “propaganda” para “incentivar” crianças e adolescentes a “optarem” pela homossexualidade?
Quem é homossexual ou entende do assunto sabe que não existe “opção” sexual, mas sim condição sexual. Logo se a homossexualidade não é uma escolha, não tem como se fazer propaganda para incentivá-la.

Continuando o vídeo, Dilma confessa que não se preocupou sequer em conhecer o material e que seu veto foi baseado apenas em um pequeno trecho de um dos vídeos que o compunham. Que grande exemplo, né presidente? Luta contra a homofobia, mas julga algo sem ter conhecimento? Enfim... Quase no final, outra pérola: “Não haverá autorização para esse tipo de política de defesa de A, B, C ou D... Agora nós lutamos contra a homofobia!”. Oi, Dilma? Que indagação mais contraditória! Se não bastasse a indagação em si, ainda vem com essa que é contra políticas de defesas. E as políticas de defesa da mulher? E dos negros? E a defesa da liberdade de escolha de religião?

Além do mais, Dilma, durante seu Governo, se manteve nula em todos os assuntos a respeito dos direitos da população LGBT, talvez devido ao medo de perder apoio da bancada Fundamentalista em Brasília e votos da população cristã, em especial, evangélica. Para piorar, nessas Eleições 2014, a presidente anda tomando atitudes escancaradamente oportunistas, visitando igrejas evangélicas e citando passagens da Bíblia. Dilma e PT aos poucos se convertem a esse lado sujo da politicagem barata, se perdendo em seus próprios conceitos e ideologias.

Quem é do grupo LGBT ou até mesmo defende as ideologias de Esquerda e apoia o PT está sendo tão contraditório e incoerente quanto o próprio partido (e Dilma, sem dúvidas, que precisaria de um GPS político para Governar com o mínimo de decência).

14/08/2014

Grito dos ignorantes: A imaturidade política do brasileiro.

Agosto de 2014. A menos de dois meses do primeiro turno das Eleições, falando sobre o assunto em uma roda de conhecidos, verifiquei que a grande maioria não sabe, sequer, mais de dois nomes entre os presidenciáveis. Teve gente que nem sabia da existência de Eduardo Campos, falecido ontem, que aparecia em terceiro lugar nas últimas pesquisas.

Essa roda de conhecidos serve como uma amostragem que deixa claro o quão ignorante o povo brasileiro é em relação a política. Neste cenário, arrisco dizer que mais de 90% da população nem sabe quem é Luciana Genro ou Eduardo Jorge, por exemplo. Se é assim com os candidatos a presidência, imagine como a ignorância é ainda maior nos demais cargos como de Governador, Senador, Deputado Federal e Estadual. A gravidade do assunto piora ainda mais se perguntarmos em quais políticos as pessoas voltaram nas Eleições passadas. Garanto que a resposta mais ouvida será: "Não lembro!".

Não é atoa que a estratégia de muitos partidos pequenos em lançar uma celebridade como deputado, por conta de legendas partidárias, dê certo. A parcela da polução que entende sobre coeficiente eleitoral é extremamente minúscula. (Caso seja o seu caso, uma matéria que explica isso muito bem pode ser acessada clicando aqui). Ou seja, muitos eleitores acham que estão abafando, dando o famoso voto de protesto, quando na verdade estão colaborando mais contra aquilo que pensam estarem lutando.

Não adianta multidões participarem de protestos pelo país, se no momento principal, a hora do voto, não se tem conhecimento político o suficiente para votar nas pessoas certas. Não adianta falar que a política no Brasil é uma "merda" se você em nenhum momento pesquisou sobre os candidatos antes de decidir o seu voto. Vale lembrar que não são apenas os políticos ruins culpados pela deterioração da nossa política. Tais políticos foram eleitos pela população.

Antes de criticar, reveja seus próprios conceitos. Talvez você se olhe no espelho e veja mais um responsável por tudo aquilo que lamenta. Enquanto o brasileiro não amadurecer politicamente, as mudanças necessárias não acontecerão.


10/08/2014

Escola não é igreja!

Lembro que, no primário, minha professora levou toda a turma para assistir a um filme na sala de TV. Não era um filme como outro qualquer que já havíamos visto antes (animações clássicas de "Branca de Neve", "Alice", "Pinóquio", entre outros), mas sim de um "drama", com personagens "reais". O roteiro era sobre um casal, onde um deles era temente a Deus e o outro não. O que não era temente sofreu um acidente, acabou morrendo e pagando caro por "não aceitar a Deus e Jesus", indo diretamente ao inferno.

Hoje, crescido e com opinião formada, compartilho com a mesma indagação de qualquer pessoa que tenha bom senso: Que raios leva uma professora fazer crianças indefesas e cruas de opiniões próprias a assistirem um filme desses?

Primeiramente, assim como pais que ameaçam seus filhos com castigos e palmadas, educá-los através do medo também em outros assuntos como a religião, por exemplo, é o pior caminho para formação de qualquer criança. Um filho não tem que ter medo de seus pais, mas sim, respeito. E engana-se muito quem pensa que medo e respeito andam juntos. Existe uma grandiosa distância entre as duas palavras. Quem educa uma criança através do medo está a incentivando a ter uma adolescência revolta, que pode gerar muitas dores de cabeça no futuro.

Agora, inserir a religião através desse mesmo método (do medo) é algo não só nocivo ao psicológico de uma criança, mas sim para toda a sociedade. É o melhor instrumento para a construção de um povo alienado. Já seria grave a utilização desse método por parte da família, mas quando isso começa a ocorrer em escolas públicas, o sinal vermelho deve ser ligado. Por sinal, ele está ligado há muito tempo.

Religião e educação escolar não combinam. Nem aqui e nem em qualquer outra nação. Só seria viável o ensino da religião em ambiente escolar, caso todas as religiões existentes fossem abordadas, de maneira neutra, claro. Vivemos em uma sociedade plural. Plural em raças, religiões, ideologias, etc. Esse pluralismo tem de ser respeitado para o bem estar de todos.

Está muito claro, a todos que queiram enxergar, que existem muitos líderes de denominações religiosas (sendo que a evangélica é bem mais evidente) almejando o domínio e controle do país. Alienando o povo através de seus pontos fracos (todos eles decorrentes do medo), esses líderes estão se infiltrando na mídia e na política, sedentos pelo poder.

É por conta disso que atitudes como a do vereador de uma cidade de interior de SP, que elaborou uma lei para obrigar a leitura da Bíblia nas escolas públicas, devem ser combatidas. Mais do que isso, devem gerar repulsa aos defensores de um Estado livre, onde as pessoas tenham a liberdade de escolher e viver da maneira que bem entender.

Aos defensores das intervenções religiosas ao Estado, vai uma frase para reflexão: Uma pessoa que precisa temer o inferno e desejar o paraíso para ter boas atitudes, não é, essencialmente, uma pessoa boa, mas sim um alguém medroso e fraco.