Piores que os conservadores moralistas são os conservadores moralistas hipócritas que recheiam a sociedade. O que mais vejo são pessoas que se dizem a favor da "família tradicional" que traem seus parceiros, odeiam um irmão e invejam um primo. Pessoas como o Rogério, que se dizem a favor da vida para se posicionarem contra o aborto, mas que desejam a morte da presidente do Brasil e de membros dos direitos humanos. Se dizem contra o aborto e defendem a pena de morte. Pessoas que criticam a esquerda política, mas votam sem pesquisar a história de seus candidatos. Pessoas que se dizem cristãs, mas que negam comida aos famintos e se dizem contra ao que chamam de "assistencialismo" barato.
26/09/2014
Sou a favor da vida, mas quero que fulano morra!
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Tirinhas do Matheus
25/09/2014
Vote a favor da imoralidade e contra a família!
Minha mãe possui o hábito de ouvir rádio. Por esses dias, ouvi um candidato a Deputado Federal, aqui em São Paulo, falando algo do tipo: "querem liberar o aborto, as drogas e o casamento gay. Se você é contra esse lixo moral e é favor da família, vote em mim!". Obviamente me veio um sentimento de asco. Além de ser apelativo e alienador, esse tipo de falácia não passa de uma visão retrógrada e rasa com relação a política e a vida.
Precisa ser muito desonesto intelectual para associar aborto e drogas com direitos civis dos homossexuais. Mas enfim...
Quando um político defende o aborto não significa que ele seja a favor de tal prática, mas sim que ele possui uma visão bem mais ampla acerca do assunto. Ilegal ou legal, milhares de mulheres, todos os anos, praticam o aborto. A diferença é que a ilegalidade faz com que essas mulheres recorram a falsos médicos e clínicas clandestinas, colocando suas própria vidas em risco. A legalização acabaria com esses charlatões e garantiria uma segurança muito maior a essas mulheres. Mesmo você e/ou sua religião sendo contra ao aborto, não impede que mulheres o façam. Eliminar clínicas clandestinas seria muito caro e ineficaz. A legalização está acima da questão moral, se trata de um caso de saúde pública.
Quanto a legalização da maconha, o raciocínio é bem parecido e não se trata de ser maconheiro para fazer defesa de tal. Nunca usei, nem tenho intenção de um dia usar, mas sou completamente a favor. Assim como o aborto, não se trata de incentivar, fazer apologia ou destruir a sociedade. É conhecido que a Cannabis tem efeito igual ou menor com relação as drogas legais, como o tabaco e o álcool. Então, qual a justificativa da maconha ser ilegal? E sim, ilegal ou legal o uso/venda da maconha permanecerá. A legalização tiraria uma parte do comércio de traficantes e serviria para diminuir bastante a venda de outras drogas mais pesadas, pois os usuários da cannabis muitas vezes acabam experimentando cocaína, crack, entre outras, por influência do traficante, que deseja vender um produto mais lucrativo.
A legalização da maconha seria porta de entrada para legalização de drogas mais pesadas? Como dito, a maconha é nociva a saúde a longo prazo, mas de maneira semelhante ao tabaco e bebidas alcoólicas. As chances de se ter uma overdose de maconha é praticamente nula. Já as drogas mais pesadas como cocaína, heroína e crack, por exemplo, podem matar em único uso em exagero e o vício dessas drogas é bem mais complicado de se tratar.
Conclusão: Investir em educação, no combate às desigualdades sociais e em programas de conscientização, tanto de substâncias legais ou ilegais, seriam pontos cruciais para amenizar o problema do tráfico e da saúde pública. A legalização da maconha, por ter menos periculosidade com relação as drogas mais pesadas e servir, em partes, como diminuição do poder do tráfico e crime organizado, também é de caráter fundamental. Não adianta colocar a polícia para caçar criminosos sem que essas medidas sejam tomadas. Essa "guerras às drogas" que temos hoje no Brasil é fracassada e continuará sendo enquanto nossas autoridades não tiverem uma visão mais realista e complexa sobre o assunto. Até creio que alguns políticos tenham esse pensamento, mas infelizmente não possuem coragem para o colocar em pauta por medo de perder alianças políticas e, principalmente, serem atacados por correntes religiosas fundamentalistas, retrógradas e medievais,
E o casamento gay?
O casamento civil é um direito de todos, inclusive dos gays. Nem vou entrar muito no mérito, pois já falei a respeito do assunto por inúmeras vezes aqui no blog. O casamento civil gay não obriga igrejas a realizarem o sacramento religioso e muito menos os heterossexuais a se casarem com pessoas do mesmo sexo. E não, isso não destrói a sociedade e nem a família. O que as destrói é a ignorância, a falta de amor, a prepotência, o egoísmo e o preconceito.
Por qual motivo conservadores fundamentalistas vêm pregando guerra aos que possuem uma visão política mais profunda e amadurecida?
Utilizando-se da velha tática do medo, tais conservadores alienam seus seguidores, incentivam o ódio e o preconceito e esquecem de pregar o mais importante: amor e respeito ao próximo. Como um pastor disse recentemente a um programa de entrevistas: muitos cristãos fazem questão de fazer um mundo pior.
Tais fundamentalistas estão se infiltrando cada vez mais em nossa sociedade, abrindo igrejas como se fossem franquias, comprando espaço na mídia, tendo seus próprios veículos de comunicação, como rádios, jornais, sites e canais da TV. Nos últimos anos, acompanhamos também o crescimento da infiltração deles na política. A tendência é que eles ocupem cada vez mais cargos políticos. Os que defendem a laicidade do Estado e as liberdades individuais são ameaças e por isso estão sendo ferozmente combatidos por eles.
Fica bem claro, pelos menos para mim, que a luta dessa corrente fundamentalista não visa a sociedade e, muito menos, a família. Essa luta é unicamente pelo poder.
É por essas e outras que nunca dei e nem darei um voto para quem prega "a moral, os bons costumes e os valores da família". Sou mais os imorais e destruidores dessa família fajuta e hipócrita.
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16/09/2014
Etiquetas de como ser um bom gay para a sociedade
Abaixo listarei algumas dicas para você que é gay/lésbica/bi e quer ser melhor visto pela sociedade.
"Eu amo os homossexuais, até tenho amigos que são, mas abomino o homossexualismo". Sim, você tem que aceitar essa frase e ficar calado. Aliás a pessoa tem toda a liberdade de expressão para isso. Se você tentar se defender, será mal visto e apelidado de gayzista.
Não existe homofobia. Isso é coisa da sua cabeça. Isso é coisa de vitimista. Aliás, morrem por violência muito mais heterossexuais do que homossexuais. Mesmo que você ache que nenhum heterossexual já tenha apanhado ou morto pelo fato de ser heterossexual é melhor ficar calado, caso contrário será chamado de gayzista.
"Você tem todo o direito de fazer o que quiser com o fiofó, mas faça isso em quatro paredes. Afinal, o que vou falar para as crianças?". Sim, tu tens todo o direito de ser gay, mas ficar de mãos dadas, trocar beijos e abraços são coisas a se fazer em quatro paredes. Atitudes assim ofendem a religiosidade e a moral alheia. Não se poder impor a homossexualidade dessa maneira.
"Se bem que se forem duas mulheres até que eu sentiria tesão, mas dois homens, sinto nojo!".
E sim, você será um gayzista caso não respeite essa dica.
Essa é uma jogada de mestre. Procure dizer algo como "Eu sou gay, mas não aprovo essa luta e movimento LGBT. Não existe necessidade alguma disso.". Hostilizar os afeminados é outra maneira: "Sou um homem que sinto atração por outros homens, não curto e não gosto desses gays que querem ser mulherzinhas..."
Creio que essa dica englobe as anteriores e, talvez, seja a de maior importância. Por mais que falem algo que você não concorde a respeito da sua sexualidade, não se defenda. A defesa será vista como opressão (o gayzismo). Os heterossexuais, por portarem o dom da "normalidade" sexual são superiores. Eles não são obrigados a te aceitar, mas você tem de aceitar tudo que venha deles.
1. Aceite ser uma uma abominação.
"Eu amo os homossexuais, até tenho amigos que são, mas abomino o homossexualismo". Sim, você tem que aceitar essa frase e ficar calado. Aliás a pessoa tem toda a liberdade de expressão para isso. Se você tentar se defender, será mal visto e apelidado de gayzista.
2. Negue a existência homofobia.
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| Charge de Laerte Coutinho. |
Não existe homofobia. Isso é coisa da sua cabeça. Isso é coisa de vitimista. Aliás, morrem por violência muito mais heterossexuais do que homossexuais. Mesmo que você ache que nenhum heterossexual já tenha apanhado ou morto pelo fato de ser heterossexual é melhor ficar calado, caso contrário será chamado de gayzista.
3. Não demonstre homossexualidade em público.
"Você tem todo o direito de fazer o que quiser com o fiofó, mas faça isso em quatro paredes. Afinal, o que vou falar para as crianças?". Sim, tu tens todo o direito de ser gay, mas ficar de mãos dadas, trocar beijos e abraços são coisas a se fazer em quatro paredes. Atitudes assim ofendem a religiosidade e a moral alheia. Não se poder impor a homossexualidade dessa maneira.
"Se bem que se forem duas mulheres até que eu sentiria tesão, mas dois homens, sinto nojo!".
E sim, você será um gayzista caso não respeite essa dica.
4. Critique a comunidade LGBT.
Essa é uma jogada de mestre. Procure dizer algo como "Eu sou gay, mas não aprovo essa luta e movimento LGBT. Não existe necessidade alguma disso.". Hostilizar os afeminados é outra maneira: "Sou um homem que sinto atração por outros homens, não curto e não gosto desses gays que querem ser mulherzinhas..."
5. Não contrarie a opinião de quem é contra a homossexualismo.
Creio que essa dica englobe as anteriores e, talvez, seja a de maior importância. Por mais que falem algo que você não concorde a respeito da sua sexualidade, não se defenda. A defesa será vista como opressão (o gayzismo). Os heterossexuais, por portarem o dom da "normalidade" sexual são superiores. Eles não são obrigados a te aceitar, mas você tem de aceitar tudo que venha deles.
Caso contrário....
Seu gayzista! Quer enfiar o homossexualismo goela abaixo das pessoas!!!!
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13/09/2014
Pela natureza: mais árvores e menos prédios, por favor!
Em um dia quente nas grandes cidades, ao nos deslocarmos para bosques, matas ou praças, a diferença do ar é completamente diferente, especialmente em dias quentes.
É uma questão de lógica. Nos lugares onde existem asfalto e concreto, a retenção do calor por parte desses materiais nos dão a sensação de estarmos dentro de um grande forno. Sem falar que a poluição dos carros e indústrias contribuem ainda mais por uma péssima sensação atmosférica.
Quem vive em áreas mais preservadas vive melhor e, consequentemente, mais do que quem vive nos grandes centros. A devastação da natureza pelos interesses capitalistas deve ser combatida sim. E antes de criticar os "eco chatos" faça uma reflexão profunda: o que te propicia mais saúde e bem-estar, as árvores ou o concreto?
Fico extremamente chateado quando vejo moradores cortando árvores nas cidades. Cada dia temos mais cinza e menos verde. Daí o cidadão não entende o motivo de ter problemas respiratórios, entre outras complicações da saúde. Necessita-se de uma lei federal que multe quem corte árvores nas áreas urbanas sem autorização.
Aqui em casa, temos paixão pela natureza. Como moramos numa esquina, temos 8 árvores de pequeno e médio porte plantadas no entorno da residência, além de diversas plantas nos canteiros internos e externos,
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| Croton, uma bela planta com folhas coloridas. |
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| Manacá-da-Serra. Infelizmente essa espécie não se adapta bem fora da Mata Atlântica. É uma árvore de beleza suprema. Esta muda, atualmente, já está perdendo a vida. |
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| A natureza é mágica. Dela nascem as mais belas formas de vida. Essa flor nasceu em um dos vasos de minha casa. |
12/09/2014
Emergências políticas no Brasil que são pouco abordadas ou ignoradas pelos principais candidatos.
Vejo muitos dos partidos políticos como verdadeiras máfias brasileiras.
Eles possuem suas respectivas cúpulas com engravatados que coordenam membros menores como verdadeiras marionetes.
Esses "poderosos chefões" partidários, em sua maioria, buscam apenas seus próprios interesses: basicamente o poder e o dinheiro. Se algo ou alguém vai contra tais interesses, a punição aparece de diversas formas. Desde expulsãoda gangue do partido até, creio eu, medidas mais severas como ameaças de morte..
O duelo entreas máfias os partidos em busca do poder acaba por deixar o povo, o maior interessado, em segundo plano (ou terceiro, quarto... sei lá). As tais marionetes, manipuladas pelos tais chefões, são como robôs programados em entrevistas e debates. Muitos, devido a pouca capacidade de memória, levam uma colinha para não fazer feio e tentar iludir conquistar a população.
Os peixes grandes acabam focando seus discursos em pautas fofinhas como educação, segurança, economia e saúde. Se todos os que chegaram ao poder tivessem cumprido com suas promessas, nosso país seria de primeiro mundo, talvez o mais desenvolvido do planeta. Em contrapartida, alguns pontos emergenciais são ignorados, essencialmente, pelas grandes coligações. Motivo? Interesses partidários. Vou listar alguns deles.
Segundo levantamento do Datafolha, cerca de 60% dos brasileiros não iriam às urnas se o voto não fosse obrigatório. Isso reflete bem a confiança da própria população para com a política. Porém, quero ver algum político que faça um plebiscito para discutir o assunto. Duvido, e muito!
Sou completamente a favor ao fim dessa obrigatoriedade. Por qual motivo? Além de ser contra a democracia, embora alguns aleguem o contrário, a obrigatoriedade só favorece candidatos populistas e/ou mau intencionados. Temos um país onde a maioria da população não tem o menor conhecimento sobre política. É por isso que temos tantos problemas como corrupção, mau uso do dinheiro público, etc. Acredito que todos deveriam se interessar por política. Se as pessoas tivessem maior conhecimento e amadurecimento sobre o assunto e fossem votar com 100% de certeza e vontade, a política no país seria outra.
Mas como já abordei anteriormente, isso dificilmente será concretizado nas mãos dos grandes partidos, já que eles seriam os maiores "prejudicados".
Entre os três principais candidatos a presidência, nessas eleições, somente Marina Silva (PSB) tem o fim da reeleição em seu projeto de governo. Toda vez que vejo as promessas de um candidato a reeleição, seja para qualquer cargo, pergunto: Por qual raios são fez isso nesses anos de governo? Por que são necessários mais tantos anos para fazer isso?
Sem falar, que para cargos de deputado ou vereador, o caso é bem mais grave: temos políticos que estão no poder há mais de 10 anos seguidos, sendo que uns, têm até mesmo cerca de 20 anos. Qualquer um que tenha um pingo de bom senso sabe que isso não é nada bom. Muitos desses políticos pouco ou nada fizeram em prol da população e o fato de precisarem de menos votos para se elegerem agrava ainda mais a situação. Quer um exemplo? Os fundamentalistas (os que misturam Estado com religião) se perpetuam no poder por conta de líderes religiosos que incentivam seus fiéis a darem seus votos para tais. Por mais que em uma amostragem de dez mil pessoas, oito mil sejam contra, os outros dois mil votos, muito provavelmente, darão a vitória aos mesmos.
Por uma política mais madura e séria, seria imprescindível acabar com as reeleições para cargos de presidente, governador, senador e prefeito e permitir apenas uma reeleição para cargos de deputado e vereador.
Com toda certeza, um projeto desse não seria aprovado pelo Congresso/Senado. E não me surpreenderia se o autor do projeto passasse a ser perseguido, ameaçado de morte ou até propriamente morto. Carreira política enriquece muitos colarinhos brancos por aí.
Eles possuem suas respectivas cúpulas com engravatados que coordenam membros menores como verdadeiras marionetes.
Esses "poderosos chefões" partidários, em sua maioria, buscam apenas seus próprios interesses: basicamente o poder e o dinheiro. Se algo ou alguém vai contra tais interesses, a punição aparece de diversas formas. Desde expulsão
O duelo entre
Os peixes grandes acabam focando seus discursos em pautas fofinhas como educação, segurança, economia e saúde. Se todos os que chegaram ao poder tivessem cumprido com suas promessas, nosso país seria de primeiro mundo, talvez o mais desenvolvido do planeta. Em contrapartida, alguns pontos emergenciais são ignorados, essencialmente, pelas grandes coligações. Motivo? Interesses partidários. Vou listar alguns deles.
Fim do voto obrigatório.
Segundo levantamento do Datafolha, cerca de 60% dos brasileiros não iriam às urnas se o voto não fosse obrigatório. Isso reflete bem a confiança da própria população para com a política. Porém, quero ver algum político que faça um plebiscito para discutir o assunto. Duvido, e muito!
Sou completamente a favor ao fim dessa obrigatoriedade. Por qual motivo? Além de ser contra a democracia, embora alguns aleguem o contrário, a obrigatoriedade só favorece candidatos populistas e/ou mau intencionados. Temos um país onde a maioria da população não tem o menor conhecimento sobre política. É por isso que temos tantos problemas como corrupção, mau uso do dinheiro público, etc. Acredito que todos deveriam se interessar por política. Se as pessoas tivessem maior conhecimento e amadurecimento sobre o assunto e fossem votar com 100% de certeza e vontade, a política no país seria outra.
Mas como já abordei anteriormente, isso dificilmente será concretizado nas mãos dos grandes partidos, já que eles seriam os maiores "prejudicados".
Fim da Reeleição.
Entre os três principais candidatos a presidência, nessas eleições, somente Marina Silva (PSB) tem o fim da reeleição em seu projeto de governo. Toda vez que vejo as promessas de um candidato a reeleição, seja para qualquer cargo, pergunto: Por qual raios são fez isso nesses anos de governo? Por que são necessários mais tantos anos para fazer isso?
Sem falar, que para cargos de deputado ou vereador, o caso é bem mais grave: temos políticos que estão no poder há mais de 10 anos seguidos, sendo que uns, têm até mesmo cerca de 20 anos. Qualquer um que tenha um pingo de bom senso sabe que isso não é nada bom. Muitos desses políticos pouco ou nada fizeram em prol da população e o fato de precisarem de menos votos para se elegerem agrava ainda mais a situação. Quer um exemplo? Os fundamentalistas (os que misturam Estado com religião) se perpetuam no poder por conta de líderes religiosos que incentivam seus fiéis a darem seus votos para tais. Por mais que em uma amostragem de dez mil pessoas, oito mil sejam contra, os outros dois mil votos, muito provavelmente, darão a vitória aos mesmos.
Por uma política mais madura e séria, seria imprescindível acabar com as reeleições para cargos de presidente, governador, senador e prefeito e permitir apenas uma reeleição para cargos de deputado e vereador.
Com toda certeza, um projeto desse não seria aprovado pelo Congresso/Senado. E não me surpreenderia se o autor do projeto passasse a ser perseguido, ameaçado de morte ou até propriamente morto. Carreira política enriquece muitos colarinhos brancos por aí.
Redução de cargos políticos
Para que tantos deputados e vereadores? O pior é cada deputado e vereador possuem assessores, o que faz com que a brincadeira fique bem cara aos cofres públicos. Já parou para pensar quantos bilhões de reais são gastos por ano no país só para pagar salários e despesas desses cargos? Enquanto os hospitais e escolas públicas sofrem pela falta de profissionais e estruturas, muita cifra é jogada no lixo. Para piorar, a grande maioria não faz nada e, muitas vezes, nem assiduidade possui. Precisamos de uma grande reforma e essa infinidade de cargos precisa ser cortada.
Agora é só reler o último parágrafo dos dois pontos citados anteriormente para se ter a explicação do motivo pelo qual a redução de cargos não é abordada pelos principais partidos.
Reforma do Código Penal
Acredito que nem reforma adianta. Será preciso reconstruir o Código Penal. Os motivos são evidentes e nem precisaria comentar algo a respeito. Quem assiste ou lê noticiários sabe que a única lei que funciona no Brasil é a lei da gravidade. Esse ponto, a tal reforma, é sempre abordado pelos políticos, mas nunca chega a ser concretizado. O motivo só podemos entender através de uma profunda reflexão. Os "interesses partidários" é um bom princípio para tal.
11/09/2014
Como responder 10 citações homofóbicas com estilo
Com o objetivo de
demonstrar como argumentos homofóbicos são frágeis a
nível intelectual, elaborei uma lista com os mais comuns de se
ouvir/ler e as contra-argumentações que podemos apresentar.
Vale lembrar que
homofobia não é só bater ou matar cidadãos LGBT.
1. Ser gay é
questão de escolha!
Não, não é. Se
fosse, quando você escolheu ser hétero? Se fosse, por qual motivo
alguém desejaria ser gay, visto que a vida de um gay é bem mais
complicada do que a de héteros, nessa questão? E mesmo se fosse
escolha, qual seria o problema? As pessoas não possuem liberdade de
escolha?
2. Ser gay é contra
as leis de Deus. Está na bíblia!
Primeiro, as regras
de sua religião só podem ser válidas para pessoas que as seguem.
Logo, você não possui o direito de criticar/impor dogmas de sua fé
para as demais pessoas. Lembro que uma sociedade é formada por
pluralidade religiosa. Segundo, se todos os cristãos, por exemplo,
forem seguir tudo o que está na bíblia, não poderiam fazer a
barba, comer camarão, etc. E, em terceiro, que grande parte dos
cristãos é neutra no que se refere a esse assunto. Ou seja, o fato
de “ser contra as leis de Deus” não é uma unanimidade nem
dentro da própria religião. Sim, conheço vários evangélicos que
chegaram em mim e disseram que Deus se importa se eu sou uma pessoa
boa e não com a minha sexualidade.
3. Deus fez Adão e
Eva.
Isso se assemelha
bastante ao argumento número 2. Mas, podemos contra-argumentar de
maneira mais específica:
Adão e Eva não
eram hermafroditas, mas existem hermafroditas. Adão e Eva não
possuíam nenhuma deficiência física ou mental (ou, pelo menos, não
se aborda na bíblia), mas existem pessoas que nascem com essas
deficiências. Ou seja, não se pode resumir uma sociedade inteira
com base em Adão e Eva.
4. Homossexuais
ameaçam a continuação da raça humana.
(Mesmo sendo
totalmente absurda e ignorante, existem diversas pessoas que fazem
uso de tal argumentação).
Homossexuais existem
desde o surgimento do homo sapiens. E existem em número bem maior
atualmente, o que é natural, pois se trata de proporção. E nem por
isso a população mundial deixou de crescer ou diminuiu. Pelo
contrário, vivemos em um mundo cada vez mais superlotado, o que,
consequentemente, causa mais devastação na natureza, poluição do
meio ambiente, escassez de recursos naturais, proliferação de
doenças, etc. Seguindo essa lógica, todos deveriam dizer: “GRAÇAS
A DEUS QUE EXISTEM HOMOSSEXUAIS”. Já pensou se não fossem os 10%
de homossexuais que populam o planeta? Pois é, estaria bem pior. Bem
pior mesmo! Cabe salientar que, mesmo assim, ser homossexual não é
ser infértil. Qualquer homossexual pode se reproduzir através de
inseminação artificial.
5. O homossexualismo
não é natural.
(Utilizei
homossexualismo pois estou simulando argumentação homofóbica).
Desde que me conheço
por gente sinto atração por indivíduos do mesmo sexo. Ou seja,
para mim, isso é bem natural. E mesmo que você não considere
natural, aposto que usas óculos, roupas, aparelhos eletrônicos,
carros e ingeres alimentos artificiais. Portanto, ou você vive
pelado no meio do mato ou você é um completo hipócrita. Por você
estar a utilizar uma rede social, acho que se encaixa na segunda
opção, né?
5. Morrem mais
heterossexuais do que gays! Vocês são vitimistas.
Confesso que o
problema da violência, principalmente no Brasil, é algo absurdo e
inadmissível. Todavia, não podemos ser idiotas a ponto de querer
comparar uma coisa com outra. Você, heterossexual, está em risco
pela violência corriqueira e habitual da nossa sociedade. Eu,
homossexual, estou com o dobro de risco: além da violência
corriqueira e habitual, tenho a probabilidade, também, de ser ferido
ou morto por conta da minha sexualidade.
6. Os homossexuais
querem privilégios!
Queremos privilégios
como casamento civil, adoção de crianças, de não sermos
perseguidos e julgados por conta de nossa sexualidade. Ops, acho que
você precisa procurar o significado da palavra “privilégio” no
dicionário. Aproveita e joga no Google. Ele o ajudará.
7. É um direito meu
não concordar com o homossexualismo.
Pois é, meu caro.
Tem gente que não gosta de negros, orientais, macumbeiros,
espíritas, católicos…
E nem por isso essas
pessoas têm o direito de exporem suas não concordâncias em
público. Se fosse seguir essa linha de pensamento, qualquer um
poderia falar abertamente que odeia negros, expressarem, além do
racismo, xenofobia, desrespeitar religiões alheias. Se você possui
algum(uns) desses preconceitos, o que diz muito a respeito da sua
limitação intelectual e falta de compaixão para com o próximo,
sugiro que guarde pra si mesmo. Não é expressando intolerâncias
que você fará um mundo melhor, não é mesmo?
8. Vocês querem
impor a sexualidade de vocês!
Não. Queremos o
direito de levar uma vida normal e, acima de tudo, respeito, como
qualquer cidadão tem direito. Na verdade, você que quer impor suas
visões/dogmas religiosos e conceitos de normatividade para nós.
9. O que vou
explicar para meu filho?
Óbvio: vai explicar
que ele tem que respeitar as diferenças e que o mundo é formado por
diversidades. Fique tranquilo que a sexualidade não é escolha e
mesmo se ela fosse influenciável, com toda certeza ele seria hétero,
pois casais heterossexuais são 90% da população. Ou estou
enganado? Não queira justificar seu preconceito se utilizando das
crianças. É algo bem covarde.
10. Gayzista!
(Você certamente
será chamado disso quando se defender de qualquer argumento
homofóbico. Afinal, esses conservadores só defendem a liberdade de
“expressão” quando os interessam.)
Se ser gayzista é
contra-argumentar suas “opiniões”, o ditador, no caso, não sou
eu, mas sim você!
Afinal, liberdade
de expressão vale para ambos os lados.
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01/09/2014
A injustiça no episódio "Marina Silva e a pauta GLBT"
Alterações no plano de Governo da candidata Marina Silva (PSB), no sábado, um dia após o seu lançamento oficial, geraram grande polêmica por parte dos eleitores, principalmente os do grupo GLBT, pois foram retirados certos pontos como criminalização da homofobia, liberação do casamento entre pessoas do mesmo sexo e distribuição de material de conscientização sobre homofobia nas escolas públicas, originalmente pautadas.
Porém, o que mais me causou surpresa foi o texto original, pois venho acompanhando suas posições em relação aos direitos civis dos cidadãos LGBT desde as eleições de 2010 e estas permanecem iguais até os dias atuais, vide sua página oficial no Facebook. Dias antes da divulgação do plano, a assessoria de Marina respondia questões de internautas com relação a esse assunto com postura idêntica ao texto corrigido no último sábado (30/08).
Para infelicidade de Marina, a correção se deu justamente após o fundamentalista Silas Malafaia ameaçá-la no Twitter, caso ela não de manifestasse até hoje, segunda-feira, 1º de setembro. Mesmo sendo uma mera coincidência, foi aberta margem para desconfianças. A laicidade do Estado que Marina, mesmo sendo evangélica, sempre defendeu passou a ser questionada. Tal desconfiança pode acarretar em estagnação ou até mesmo queda de seus números nas pesquisas eleitorais.
Não querendo defender a candidata, mas sendo justo, afirmo que é perfeitamente compreensível, para mim e para quem vem acompanhando Marina, que o texto original divulgado estava equivocado e destoado das reais posições da candidata e de sua coligação. Meus questionamentos são outros: Quem foi o irresponsável que redigiu um texto errado? Será que alguém revisou antes de oficializá-lo na internet? Se revisou, foi incompetente ou o fez de maneira proposital?
Vale ressaltar que o fato de compreender o texto alterado de Marina não significa que eu concorde plenamente com o mesmo. A homofobia tem que ser criminalizada assim como o racismo é. A demonização dos homossexuais por parte de grupos conservadores é responsável por milhares de mortes, não só no sentido de homicídio, mas principalmente no de suicídio. Sem falar que quando ela diz que não apoia o casamento entre pessoas do mesmo sexo e se baseia em dogmas do Cristianismo para justificar tal postura, ela demonstra uma total falta da coerência, uma vez que diz reconhecer e defender um Estado Laico.
É preciso questionar vários pontos da campanha de Marina. Mas temos de fazer as perguntas corretas. Ridicularizar a candidata como algumas correntes vêm fazendo é entrar na pilha dos principais adversários (Dilma e Aécio) para desestabilizar sua campanha e seu crescimento. Cabe salientar que, mesmo com adversidades, Marina é a única entre os três principais candidatos que tem uma pauta exclusiva sobre GLBT no plano de governo.
** Segundo informações a pauta originalmente publicada era as reivindicações de militantes GLBT da coligação.
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