20/10/2014

Maioria x Minoria



Nenhum embate entre maiorias e minorias se sustenta.

A sociedade é um sistema tão complexo e diverso que faz com cada indivíduo seja, ao mesmo tempo, maioria e minoria em diferentes questões.

Fulano é heterossexual, portanto maioria no quesito orientação sexual; o mesmo Fulano é ateu, o que faz dele integrante de uma minoria no âmbito religioso.

Ciclano é cristão, maioria religiosa; Todavia ele é bilionário, minoria econômica.

Com esses exemplos minúsculos podemos ter uma noção acerca da relatividade do assunto.

Quando um candidato a presidência trouxe à tona a expressão “a maioria tem que enfrentar essa minoria” tivemos várias pessoas que o apoiaram, o que é perigoso. Quando as eleições terminaram com tal candidato tendo 0,4% dos votos válidos, teve-se a prova que ele mesmo representa uma minoria de eleitores.

O reconhecimento da pluralidade social é essencial para vivermos em regime de paz e respeito. Nenhuma minoria deve se curvar para uma maioria, pois, como vimos, ninguém é plenamente uma minoria ou maioria. São rótulos desgastados utilizados para sustentarem visões fascistas e totalitárias. O pior é que há quem defenda que a democracia seja opressão às classes minoritárias.

O problema do ser humano é seu incessante desejo de se sentir superior. A segregação da sociedade é a melhor prova do quanto a humanidade é frágil e infantil. Enquanto os homens disputam poder, não percebem o quão insignificantes são se comparados à grandeza de todo o universo.

A única maioria que deveria ser combatida é a de ignorantes. Mas calma, esse combate tem de ser com conhecimento. Infelizmente é um combate falido, pois a maioria dos governos se interessam por esses conflitos civis, pois tiram a atenção dos poderosos enquanto os mesmos mantêm e ampliam seus interesses próprios. Afinal a ignorância sempre foi e será a melhor arma para controle dos reféns do sistema.


15/10/2014

Os bons são os loucos



Conversando e vendo comentários em portais da Internet percebi que a maioria da população considera Luciana Genro uma louca.
Infelizmente a ignorância e acomodação, especialmente política, parece estar no DNA do brasileiro. Tem muita gente que só lembra da política em época de eleição, mas sequer possui vontade de acompanhar as decisões políticas do país.
O que mais vemos são pessoas reclamando da situação política (social e econômica) que o Brasil enfrenta, mas são essas mesmas pessoas que optam por continuar elegendo os mesmos políticos e os mesmos partidos.

Quem vem com um discurso diferente, como o caso de Genro, que propõe um debate mais amplo sobre assuntos delicados e uma mudança radical para a política econômica, se opondo claramente às politicagens de trocas de favores entre grandes partidos e empresas do setor privado, enfrenta uma forte rejeição e inflamados discursos de ódio. O pior é que não conseguem uma argumentação válida para essa oposição. Louca, despreparada, comunista... são apenas tais vagas rotulações que a carência do intelecto dessas pessoas consegue produzir.

É como quem reclama do emprego, mas não muda de empresa. É como se encontrar em baixa estima por estar fora do peso e não buscar fazer uma dieta e exercícios físicos. É como quem reclama de uma prestadora de serviço mas permanece com o contrato.

Infelizmente a lavagem cerebral midiática e governista faz emergir uma sociedade de marionetes sem opiniões próprias e predestinadas a atenderem os desejos de continuidade do poder daqueles que estão no topo da pirâmide.

Quando quem se coloca ao lado do povo e contra a exploração capitalista é tido como um louco vilão pelo próprio povo, temos a certeza do êxito dessa corrente da ignorância e manipulação.

Encerro com uma frase de Raul Seixas: "A arte de ser louco é jamais cometer a loucura de ser um sujeito normal".


09/10/2014

Relação entre IDH e políticas pró-LGBT

[Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma medida comparativa usada para classificar os países pelo seu grau de "desenvolvimento humano" e para ajudar a classificar os países como desenvolvidos (desenvolvimento humano muito alto), em desenvolvimento (desenvolvimento humano médio e alto) e subdesenvolvidos (desenvolvimento humano baixo). A estatística é composta a partir de dados de expectativa de vida ao nascer, educação e PIB (PPC) per capita (como um indicador do padrão de vida) recolhidos a nível nacional. Cada ano, os países membros da ONU são classificados de acordo com essas medidas. O IDH também é usado por organizações locais ou empresas para medir o desenvolvimento de entidades subnacionais como estados, cidades, aldeias, etc.]Fonte: Wikipedia.

IDH, como o próprio nome diz, é um índice utilizado para medirmos o grau de desenvolvimento dos países, considerando educação, distribuição de renda e expectativa de vida ao nascer.
O estudo que fiz se baseia na relação entre o desenvolvimento dos países e políticas pró-LGBT. Como já esperava, os países mais desenvolvidos são aqueles que o cidadão LGBT mais possui direitos.

Abaixo segue a síntese de meu levantamento. Se você quiser acesso ao estudo detalhado, clique nesse link.
Considerações:


Entre os 50 piores países em IDH:

- a homossexualidade é ILEGAL em 60% deles, podendo, inclusive, resultar em prisão perpétua ou pena de morte;
- mesmo nos outros 40%, apesar de não ser considerada crime, qualquer política pró-LGBT como união civil, adoção ou proteção legal é inexistente.

Entre os 50 melhores países em IDH:

- a homossexualidade é LEGAL em 86% destes países;
- a união civil é regulamentada em 56% deles;
- o casamento igualitário é permitido em 28% deles;
- a adoção de crianças é legal em 34% deles;
- em 72% deles possuem leis anti-discriminatórias contra homossexuais.

Os números positivos ficam mais evidentes se considerarmos apenas os 20 países mais desenvolvidos do mundo:

- em 95% deles a homossexualidade é legal;
- em 75% a união civil é regulamentada;
- em 45% o casamento igualitário é direito;
- em 55% é permitido que casais gays adotem crianças.

Cabe salientar que dentro desses países, várias políticas pró-LGBT estão em discussão. A tendência é que essas porcentagens aumentem nos próximos anos.

Contra fatos não há argumentos. Vejo muita gente dizendo que políticas pró-LGBT indicam ruína da família e da nação, mas isso é facilmente desmentido pelos números apresentados. Quanto mais desenvolvido e educado um país é, maior é a aceitação dos cidadãos LGBT's.
Quando alguém falar para você que esse país está cada dia pior por conta da aceitação e aumento da cidadania dos homossexuais, faça esta simples pergunta: "Você preferiria morar numa "Noruega, Suiça, Alemanha" ou numa "Serra Leoa, Etiópia, Afeganistão?".



*O levamento foi realizado com base nos dados disponíveis nos seguintes links:
Legislação sobre a homossexualidade no mundo
Lista de países por Índice de Desenvolvimento Humano

08/10/2014

4 Filmes que todo reaça deveria assistir.

Quem navega um pouquinho pela internet percebe a quantidade de jovens de Direita que temos hoje no Brasil. Esses famosos “reaças” parecem seguir um script:

  • Ser contrário a programas assistenciais, como o Bolsa Família, e chamar os beneficiários de vagabundos;
  • Defender a justiça cega, apoiando quem amarra bandido pelado em poste e agir de maneira irracional;
  • Defender a moral e os bons costumes;
  • Ser contra minorias, como no caso, dos LGBT's. “Não tenho nada contra gays, mas que fiquem bem longe da minha família”;
  • Apoiar atitudes extremistas dos policiais, como chegar na favela metendo bala pra todo lado;
  • Ser contra a legalização das drogas, pois a mesma fará apologia ao uso;
  • Ser a favor da vida e, portanto, ser contra o aborto;
  • Ser a favor da vida, mas a favor da pena de morte;
  • Aliás, falando em pena de morte, achar que atitudes como tal e outras como redução da maioridade penal e armamento da população “do bem”, resolverão o problema de segurança pública;
  • Seguir as páginas como Bolsonaro Zuero, TV Revolta e de heróis como Danilo, Raquel, entre outras;
  • Defender que todos possuam liberdade de expressão para atacar minorias;
  • Achar que racismo, xenofobia, machismo e homofobia são apenas vitimismos;
  • Defender a Ditadura Militar do Brasil e ser contra ideais socialistas por medo de uma ditadura comunista ser implantada por aqui.
Poderia fazer um manual aqui de como ser um reaça, vulgo coxinha. Mas chega. Vamos aos filmes, que todo mundo que se encaixa em tal categoria deveria assistir.

PS: Não é por acaso que amo o cinema. É uma arte completa e muitos cineastas a utilizaram e a utilizam para denunciar e criticar sofismas humanos.

Orações Para Bobby

(Prayers for Bobby, 2009,  Russell Mulcahy)

Belíssimo filme que retrata a homossexualidade do ponto de vista familiar e nos mostra como declarações tidas como não-homofóbicas podem sim destruir um ambiente familiar. Na política brasileira, temos o exemplo do Dep. Jair Bolsonaro (PP-RJ) que diz não ser homofóbico, mas proferiu pérolas como “Se eu tivesse um filho gay, em casa ele não pisaria mais”, “Ter filho gay é falta de porrada”, entre outras. Até mesmo os religiosos que pregam aos seus fiéis que a homossexualidade é pecado e não são obrigados a aceitarem.
No filme, Bobby é um jovem que descobre sua sexualidade e tem de enfrentar a mãe, uma religiosa fervorosa que não aceita a situação. Com a intenção de “curá-lo”, ela submete Bobby a terapias e ritos religiosos. Pressionado, o jovem comete suicídio e, tardiamente, a mãe arrependida começa a buscar o entendimento ouvindo o outro lado, fora de suas convicções religiosas.
O mérito da película é deixar bem claro que não é a homossexualidade que destrói uma família, mas sim a sua ignorância, a falta de comprometimento em conhecer o assunto. “Orações Para Bobby” é baseado em fatos e, infelizmente, trata a realidade de muitos jovens. Não é raro termos notícias de jovens como Bobby, que cometem suicídio por conta da rejeição familiar.



São frases como as de Bolsonaro e religiosos fundamentalistas que atentam contra a família e nada contribuem para a construção de uma sociedade decente. Homofobia não é só bater ou matar homossexuais, mas sim julgar a sexualidade sem conhecimento de causa e incentivar, direta ou indiretamente, agressões verbais e/ou físicas contra essas pessoas.







O Menino Do Pijama Listrado.

(The Boy in the Striped Pyjamas, 2008, Mark Herman)

 O filme do diretor Mark Herman é uma adaptação de livro homônimo que traz a visão pura de uma criança na Segunda Guerra Mundial. No caso, Bruno é filho de oficial nazista que assume um cargo importante em um campo de concentração, obrigando a família deixar a cidade, Berlim, para uma área bem isolada. Triste por ter de deixar seus amigos, Bruno passa a ter uma vida solitária. Quando vê, da janela de seu quarto há uma certa distância dali, uma “fazenda” com crianças e adultos vestindo o que ele chama de “pijamas”, o garoto resolve se aproximar do local. É aí que ele conhece Shmuel, um garoto judeu de mesma idade, com quem cria um forte laço de amizade, mesmo com uma cerca separando-os. Bruno mal sabe que ali, adultos e crianças como Shmuel, são torturados, escravizados e incinerados. O final do filme, que não vou contar, é um verdadeiro tapa na cara do ser humano. O mérito da película é o paralelo entre o mundo da infância e o mundo adulto. Enquanto uma criança alemã e uma criança judia desenvolvia uma amizade, os judeus eram tratados como lixo pelos adultos nazistas. Aliás, a frase de entrada do filme diz tudo: “A infância é medida por sons, aromas e visões antes de surgir a hora sombria da razão” John Betjeman.

- Por qual motivo você indica esse filme para mim? Eu sou reaça, mas sou totalmente contra o nazismo. Não tem nada a ver!!!!

Engraçado é que vejo muitas pessoas falando que são contra o nazismo, mas que são xenofóbicas, homofóbicas e até mesmo as que consideram defensores da Esquerda como seres inferiores. Cansei de ler comentários do tipo “esquerdistas deveriam ser eliminados”. São pensamentos muitos próximos aos dos nazistas.  

A Caça

(Jagten, 2012, Thomas Vinterberg)



Esse maravilhoso filme de Thomas Vinterberg mexe em várias feridas.
perda da guarda do filho. Conhecido por ser amigável com todos, a paz de Lucas termina quando uma menina da creche diz a diretora que ele a mostrou suas partes íntimas. Na verdade, a menina não sabe e nem possui noção do que está falando. Ao nutrir uma paixão infantil de Lucas e se sentir rejeitada, a menina apenas quis se vingar dele. Um pouco antes do ocorrido, o irmão mais velho da menina tinha mostrado uma imagem pornográfica para ela através de um celular, o que serviu como munição para a garota. Com a viralização da acusação e pela falácia de que criança não mente, toda a pequena cidade passa a hostilizar e agredir Lucas, mesmo sem nenhuma prova concreta do ocorrido. O principal mérito de Vinterberg é não esconder que Lucas é inocente e assim colocar o espectador em estado de terror e agonia, como o objetivo de fazer refletir profundamente a respeito de certas questões:

– Criança pode mentir sim, mesmo que seja de maneira inocente. Dependendo de como a criança é criada e do que ela ouve ou assiste, mesmo com pouca idade ela pode desenvolver certo nível de maldade;

– Uma acusação falsa, partindo tanto de uma criança ou de um adulto, pode trazer danos irreversíveis para a vida de uma pessoa;

- Duvido que alguém que tenha assistido ao filme continuou a favor da justiça com as próprias mãos. É inevitável não se colocar no papel de Lucas: já pensou ser acusado de algo que não fez e correr o risco de até morrer por isso?

Lembro que assisti esse filme pouco depois de uma jornalista dizer que é “compreensível” o povo fazer justiça com as próprias mãos. Foi impossível não fazer alusão com tal acontecimento.



V de Vingança

(V for Vendetta, 2005, James McTeigue)


Um filme que os conservadores odeiam. Por sinal é um filme muito raro de se ver na TV aberta aqui no Brasil. Os motivos são óbvios. Em um futuro próximo, o mundo vive uma crise e em guerra. O Reino unido se mantém estável no governo fascista e totalitário, comandado pelo Chanceler Adam Sutler. Muito parecido com o regime nazista, minorias como opositores, homossexuais e outros considerados inferiores são mandados para campos de concentração, onde não torturado e feitos de cobaias em testes para medicamentos de um vírus. O que chama atenção é que esse vírus foi criado por homens ligados ao governo, deixando bem claro a estratégia de “criar uma doença para vender a cura”. É algo que nos deixa com uma pulga atrás da orelha com relação aos vírus que realmente existem e uma possível máfia da indústria farmacêutica. Mas isso é apenas um detalhe do que o filme retrata. Os “Homens-Dedo” que são membros da polícia secreta, são retratados como autoritários e violentos. No começo da história, eles tentam estuprar uma moça que andava em horário proibido pelas ruas da cidade. A mídia é manipuladora, censurada pelo Governo (talvez o maior motivo de não vermos o filme em grandes canais brasileiros). A religião também é magistralmente alfinetada. O Chanceler é cristão e membros de igrejas são mostrados como sadistas e alguns deles, inclusive, transam com garotas virgens.



Além de lembrar os perigos de governos totalitários, o filme evoca o poder do povo. Não é por acaso que a máscara do protagonista seja utilizada em manifestações populares mundo afora.

Muitos reaças tentaram rebaixar a obra, considerando que ela incentiva ataques terroristas, entre outras argumentações vagas. Para mim, é uma das maiores obras-primas do cinema.

“O povo não deve temer seu governo. O governo deve temer seu povo.”

“Suas bombas não matam nossa fome, mas alimentam nossa desgraça.”

“Ideias não são só carne e osso. Ideias são à prova de balas.”

“O medo se tornou a arma principal desse governo.”







06/10/2014

Raio-X das eleições: o gigante continua roncando.

Imagem coletada da Internet.


Queria registrar, primeiramente, a quantidade de erros que as pesquisas eleitorais, principalmente as referentes a Governadores, tiveram esse ano. Diferenças grotescas até mesmo na famosa pesquisa de boca de urna.

O caso mais grave foi no RS. Na pesquisa de véspera às eleições do dia 5, feita por certo instituto, Tarso Genro (PT) aparecia na liderança com 35% das intenções; Ana Amélia (PP) aparecia em segundo lugar, com 27% e Jose Ivo Sartori (PMDB) em terceiro com 20%. Um dia após, a boca de urna apontou um empate técnico na disputa pelo segundo turno com Tarso Genro. O petista apareceu com 36% e José Ivo e Ana Amélia, com 29% e 26% respectivamente. Porém a apuração dos votos mostrou um cenário completamente diferente:

1º) José Ivo Sartori: 40,40%;
2º) Tarso Genro: 32,57%;
3º) Ana Amélia: 21,79%.

Outra diferença gritante foi no Rio de Janeiro. A pesquisa de véspera, apontava um segundo turno entre Pezão (PMDB) e Garotinho (PR). O peemedebista aparecia com 31%, Garotinho com 23% e Marcelo Crivella (PRB) tinha 17% das menções.. Com relação aos votos válidos, os candidatos tinham, respectivamente, 37%, 27% e 20%. Para surpresa de todos, Garotinho ficou de fora do segundo turno, com Crivella conseguindo a vaga. Resultado oficial:

1º) Pezão: 40,57%;
2º) Crivella: 20,26%%;
3º) Garotinho: 19,73%.

Na Bahia, uma pesquisa de véspera, apontou Paulo Souto (DEM) e Rui Costa (PT) empatados com 46% dos válidos, cada um. O resultado foi:

1º) Rui Costa: 54,53%;
2º) Paulo Souto: 37,39%.

Essas e outras discrepâncias apontam que muitos eleitores mudam de opinião na urna ou são as pesquisas que podem ter sido prejudicadas por critérios estatísticos equivocados? Impossível responder. Ao menos, temos a prova que não podemos confiar plenamente em resultados de pesquisas.

Enfim, estatísticas a parte, vamos ao meu raio-x dos resultados.

No Estado de São Paulo, a maioria esmagadora reelegeu Alckmin em 1º turno, sequer dando chance a um debate e análise mais profundos para um 2º turno. Será que o governo do PSDB está tão maravilhoso e os problemas inexistentes para termos esse resultado? A resposta é não. O problema da falta d'água não é apenas por causa da falta de chuvas. Há anos o governo do Estado foi alertado para a possibilidade disso ocorrer. O que foi feito? Nada. A população no Estado vem crescendo em larga escala e nada também foi feito para ampliar a captação/tratamento de água. A equação é simples: estiagem + falta de planejamento = caos. Fora isso, temos problemas com obras paradas, denúncias sobre formação de cartel nas obras do metrô, segurança pública ineficiente (crescente número de homicídios, furtos e roubos) e fechamento de mais de 1.300 leitos do SUS no Estado, no período de 2010 a 2013¹. Uma pesquisa recente do Instituto Datafolha apontou que 48% dos paulistas aprovam o governo do tucano. O resultado das eleições demonstra que quase 10% dos eleitores votaram no peessedebista mesmo não estando satisfeito com o mesmo. A resposta para isso vemos nas redes sociais. Pensamentos como “tudo menos o PT” refletem muito a respeito da ignorância política de nosso povo, que não quer enxergar que a política brasileira não se resume apenas ao PT e PSDB com suas respectivas alianças. Desconhecem e fazem questão de ignorar partidos menores. Vejo paulistas criticando os eleitores do Nordeste como se tivessem moral para isso, ainda mais se consideramos os deputados federais eleitos pelo Estado: Tiririca, que é uma boa pessoa, mas não tem capacidade política, ficou com mais 1 milhão de votos (voto burro de protesto); a eleição de religiosos fundamentalistas alerta para uma corrente perigosa à laicidade do país; e pela pouquíssima, quase inexistente, renovação idealista do Congresso. É assustadora a quantidade de pessoas que votam só porque um líder religioso pediu para votar em candidato x, ou que pegam um santinho no chão e usam como cola, ou votam devido o número eleitoral ser facilmente memorizável… Se fizermos então um levantamento de quem acompanha o candidato em que votou, creio teremos cerca de 98% de respostas negativas. Aliás, ano que vem se sairmos perguntando em quem as pessoas votaram para os cargos de deputado, a grande maioria nem se lembrará. A imaturidade política é um problema nacional e não regional.


Essas eleições mostraram que a maioria dos cidadãos que saíram às ruas em 2013 foram apenas por entrarem na “onda”, sem qualquer compromisso com a política brasileira. A principal ferramenta de protesto, o voto, não foi utilizada. O gigante não acordou. Continua dormindo em sua zona de conforto. As pequenas militâncias precisarão manter suas lutas, pois a esperança é a última de morre, mesmo estando na UTI em estado grave.

01/10/2014

Bancada Evangélica

Resumo a bancada evangélica, tanto no Congresso Nacional, como também nos Estados e Municípios com uma só frase:

"O problema não é os evangélicos sendo políticos, mas sim os políticos sendo evangélicos."

DENÚNCIA: AS CALÇADAS DEPRESSIVAS DE CAMPINAS

Sou morador aqui do Jardim Nova Europa em Campinas. Bairro, aliás, onde fica a residência de parentes do próprio prefeito, Jonas Donizette. Entre os inúmeros problemas de nosso bairro, precisa-se destacar o abandono do Bosque dos Guarantãs, que farei nos próximos dias uma matéria referente a isso, e o estado lastimável das calçadas, que é o alvo da minha denúncia nessa postagem.

Como é de conhecimento de todos, a calçada é lugar para o pedestre poder caminhar seguramente ao longo das vias. Pelo menos deveria ser assim, mas não é. Creio que seja um problema não só de meu bairro, mas também de Campinas e muitas outras cidades Brasil afora. Nenhum pedestre possui segurança alguma de transitar em nossas calçadas. Muitas vezes, sequer possui condições de transitar, pois não há espaço.

Vejamos as fotos que eu tirei dos quarteirões perto de casa. Veja que apenas em uma pequena área existem várias irregularidades nos passeios:


Como se pode observar nas fotos acima, uma das irregularidades é o total abandono com o domínio do mato e erosões que comprometem a passagem de qualquer pedestre, causando riscos especialmente para idosos, deficientes visuais e cadeirantes. Muitas vezes não há outra opção do que caminhar pela rua, onde se tem risco de atropelamento.



As imagens acima demonstram total falta de sensibilidade de certos moradores. Esses degraus inviabilizam a passagem de cadeirantes e causam sérios riscos de acidentes para idosos, deficientes visuais ou para quem possui qualquer problema nas pernas.



Sou completamente favorável a natureza e contra corte de árvores ou qualquer outra destruição de áreas verdes nos centros urbanos. Todavia, preciso considerar que o plantio das mesmas devam ocorrer em lugares e de forma apropriados. Calçadas estreitas não comportam plantas ou árvores de troncos e/ou folhagens espessos. Como podemos observar nas imagens, muitas árvores limitam de maneira parcial ou até mesmo total a passagem na calçada.


Nas imagens que vimos agora, outros problemas são encontrados: muitas residências que passam por reforma, materiais como areia e pedra são depositados de formam que tomam conta da calçada inteira. Em muitas calçadas, vemos árvores plantadas no meio delas, causando o mau aproveitamento de seu espaço.
Como visualizado na última fotografia, problemas no asfalto e vielas também estão presentes. Campinas sofreu, esse ano, uma grande epidemia de dengue. A prefeitura fiscaliza as residências, mas esquece de fiscalizar as próprias vias, que são de responsabilidade dela.

Para concluir: os moradores possuem culpa por não cuidarem da calçada de suas respectivas residências. Mas cadê a prefeitura que não fiscaliza? Ninguém é advertido ou intimado a regularizar. Por isso é inevitável o sentimento de abandono. Enquanto as autoridades maquiam as vias centrais e de maior movimento, os bairros periféricos sofrem com a falta de infra-estrutura adequada.