Os homossexuais querem privilégios e que todos virem gays.
Se um gay é agredido, é homofobia. Se um hétero é agredido, é o quê?
Querem acabar, também, com a liberdade de expressão. Querem oprimir nossas opiniões a cerca do homossexualismo. Tenho medo, pois estamos presenciando o surgimento da Ditadura Gay.
Bom, o texto acima poderia ser escrito por qualquer ignorante, alienado ou modinha. É o que mais tenho lido em notícias e postagens envolvendo a comunidade LGBT. Os heterossexuais conservadores tentam vender mentiras, se utilizando sempre dos mesmo "argumentos" para sustentar balelas que são profundamente absurdas para quem gosta de fazer o bom uso da racionalidade, que é o dom de todo ser humano. O mais assustador é que o número de pessoas que saibam utilizar tal dom é bem menor do que imaginamos. Abaixo colocarei meus fatos, que desmitificam o "Ditadura gay", tão adorado pela massa ignorante.
- Não queremos privilégios. Pelo contrário, queremos leis que garantam nossa igualdade e liberdade. Que privilégios os gays possuem? Nenhum. Pelo contrário. Ter um relacionamento no meio gls é bem mais complicado, só para citar um exemplo. Quer mais? Quem tem maiores chances de ser agredido na rua: um gay ou um hétero? Casais héteros podem se beijar tranquilamente em público, e os casais gays?;
- Liberdade de expressão. Muitos adoram falar dela, porém, poucos possuem capacidade de extrair o seu sentido real. Afinal, todos querem ter o direito de falar do próximo, mas são bem poucos que querem e aceitam ouvir a opinião do próximo a cerca de si. Ah, e pensam que bradar: "Vira homem", "Sua bichona", "Seu viado nojento" é liberdade de expressão também. Nesse sentido, ser racista também seria liberdade de expressão? (Só para se ter noção do cúmulo do raciocínio, ou falta dele).
A homossexualidade nunca foi, não é e nem será modismo. Por mais que alguns não acreditem, a única escolha que um gay possui é de se assumir ou não. Entretanto, certas falácias como "Ditadura Gay" e "Liberdade de expressão", ah... essas sim são modismos (e dos piores, pois vêm com uma profunda falta de conhecimento de brinde).
22/02/2013
A tal da Ditadura Gay
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14/01/2013
Crítica: Uma Família em Apuros (2012)
Parental Guidance, 2012 - Direção: Andy Fickman. Com Billy Crystal e Bette Midler.
Avaliação: ✪
Como o próprio título no Brasil sugere, "Uma Família em Apuros" é apenas mais uma comédia clichê hollywoodiana (isso já virou até pleonasmo). Lançado nas férias com a intenção de atrair famílias às salas, o filme é recheado de piadas velhas e sem graças e a história é totalmente previsível. Talvez funcione só com as crianças, e olhe lá. São 104 minutos de agonia (várias pessoas não aguentaram e deixaram a sessão antes do fim) e irritação, pois não dá para acreditar que ainda existam cineastas que continuam apelando sempre à mesma fórmula. O mais triste é que Hollywood deixa transparecer que é essa mesma a sua intenção, principalmente por escalar o novato diretor Andy Fickman, envolvido anteriormente em quatro fracas produções, sendo "Ela é o Cara" a mais "famosa" delas.
O único ponto interessante no longa é a volta de atores que foram consagrados no fim da década de 1980 e início da de 1990, Billy Crystal e Bette Midler, ambos deixados na geladeira desde então. Porém, seus personagens foram escritos de maneira muito superficial, o que acabou não aproveitando todo o talento dos atores. Crystal e Midler interpretam os avós de três netos mimados, que quando os seus pais viajam, os dois são chamados para cuidar dos pestinhas causando o batido choque entre o estilo clássico e moderno de educação. Infelizmente, até o elenco mirim decepciona em suas atuações, sendo irritantes (no mau sentido) a maioria do tempo.
Ao fim de sessão, me bateu uma saudade de comédias infantis do porte dos dois primeiros "Esqueceram de Mim", onde os risos eram bem mais intensos, as situações mais criativas e roteiro mais despretensioso.
Em síntese, o filme foi feito para ser "apreciado" em família e pode até agradar aos menos exigentes, mas como cinema, deixa muito a desejar. Ah... Hollywood e seus cacoetes...
03/01/2013
[CINEMA] Crítica: Possessão (2012)
Avaliação: ✪
The Possession (2012) de Ole Bornedal.
O amadorismo do inexpressivo diretor dinamarquês Ole Bornedal chega a ser risível. Uma grande aula de como não se fazer um filme de suspense e terror.
Desde o grandioso sucesso de "O Exorcismo", de 1973, muitos cineastas vêm bebendo na fonte das possessões demoníacas para conquistar, ou pelo menos tentar, o sucesso nas telonas, não obtendo êxito na maioria das vezes. E o que temos aqui em "Possessão" é apenas mais uma fracassada obra do gênero.
O filme não assusta e nem, ao menos, causa suspense na platéia. Algumas cenas são tão enfadonhas que despertaram até gargalhadas na sala. Além de contar com um roteiro recheado de clichês baratos, tecnicamente o longa também contém diversas falhas. As tomadas de câmera aéreas são desnecessárias e inexplicáveis, a maquiagem é demasiadamente péssima e as atuações beiram a canastrisse de filme B. Por falar em atuações, a única que se salva é a de Jeffrey Dean Morgan (de 'Watchmen - O Filme').
O primeiro ato chega a ter uma narrativa bem interessante, ainda que contenha diversos detalhes bobos. Por mais que na abertura diga que a história é baseada em fatos reais, o decorrer da fita demonstra que essa hipótese é pouco provável. O pai passa de carro com suas duas filhas em frente a uma casa que está vendendo utensílios caseiros, devido a um "incidente" por qual a proprietária passou. A pedido de uma das filhas, o pai estaciona e vai observar os utensílios a venda. A filha mais nova se interessa justamente por uma caixinha de madeira feia, mal sabendo que tal objeto carrega um demônio. E a partir daí, qualquer leigo sabe o que vai acontecer. Até o drama familiar abordado soa como repetitivo, sem profundidade e pouco acrescenta na trama.
O que mais irrita não é nem o fato da história ser batida e previsível, mas sim por conter momentos ingênuos e patéticos. Só para citar um exemplo, quando percebem que existe algo muito estranho com a menina, a mãe a leva para um hospital, onde a mesma passa por uma ressonância magnética. E através deste procedimento é "possível" visualizar o demônio no estômago da menina... E ele ainda faz um charme, abrindo a boca nas imagens de Raio-X fazendo alusão a um grito. A pergunta fica: como um diretor acha que uma patacoada dessa irá causar espanto em quem está assistindo?
Para quem acha que nada pode piorar, é só esperar o último ato. Além de deixar inúmeras interrogações, não oferece sequer um pinguinho de originalidade.
Resumindo, "Possessão" causa mais risos do que medo e serve como mais uma prova que esse gênero do cinema está totalmente saturado, sofrendo pela falta de criatividade ou acomodação dos produtores. Descartável em todos os sentidos.
The Possession (2012) de Ole Bornedal.
O amadorismo do inexpressivo diretor dinamarquês Ole Bornedal chega a ser risível. Uma grande aula de como não se fazer um filme de suspense e terror.
Desde o grandioso sucesso de "O Exorcismo", de 1973, muitos cineastas vêm bebendo na fonte das possessões demoníacas para conquistar, ou pelo menos tentar, o sucesso nas telonas, não obtendo êxito na maioria das vezes. E o que temos aqui em "Possessão" é apenas mais uma fracassada obra do gênero.
O filme não assusta e nem, ao menos, causa suspense na platéia. Algumas cenas são tão enfadonhas que despertaram até gargalhadas na sala. Além de contar com um roteiro recheado de clichês baratos, tecnicamente o longa também contém diversas falhas. As tomadas de câmera aéreas são desnecessárias e inexplicáveis, a maquiagem é demasiadamente péssima e as atuações beiram a canastrisse de filme B. Por falar em atuações, a única que se salva é a de Jeffrey Dean Morgan (de 'Watchmen - O Filme').
O primeiro ato chega a ter uma narrativa bem interessante, ainda que contenha diversos detalhes bobos. Por mais que na abertura diga que a história é baseada em fatos reais, o decorrer da fita demonstra que essa hipótese é pouco provável. O pai passa de carro com suas duas filhas em frente a uma casa que está vendendo utensílios caseiros, devido a um "incidente" por qual a proprietária passou. A pedido de uma das filhas, o pai estaciona e vai observar os utensílios a venda. A filha mais nova se interessa justamente por uma caixinha de madeira feia, mal sabendo que tal objeto carrega um demônio. E a partir daí, qualquer leigo sabe o que vai acontecer. Até o drama familiar abordado soa como repetitivo, sem profundidade e pouco acrescenta na trama.
O que mais irrita não é nem o fato da história ser batida e previsível, mas sim por conter momentos ingênuos e patéticos. Só para citar um exemplo, quando percebem que existe algo muito estranho com a menina, a mãe a leva para um hospital, onde a mesma passa por uma ressonância magnética. E através deste procedimento é "possível" visualizar o demônio no estômago da menina... E ele ainda faz um charme, abrindo a boca nas imagens de Raio-X fazendo alusão a um grito. A pergunta fica: como um diretor acha que uma patacoada dessa irá causar espanto em quem está assistindo?
Para quem acha que nada pode piorar, é só esperar o último ato. Além de deixar inúmeras interrogações, não oferece sequer um pinguinho de originalidade.
Resumindo, "Possessão" causa mais risos do que medo e serve como mais uma prova que esse gênero do cinema está totalmente saturado, sofrendo pela falta de criatividade ou acomodação dos produtores. Descartável em todos os sentidos.
02/01/2013
Motivos pelos quais deixei de ir em BALADAS GLS
Antes de mais nada, estarei falando sobre boates GLS. Nunca fui em uma hétero.
Vejo que muitos gays batem cartão em boates. E são muitos mesmo. E existem os graus:
- Mensaleira: a gay que ganha pouco e vai à balada uma vez por mês;
- Fervida: economiza horrores, dá até o edy para conseguir um VIP ou vive sugando o sangue dazamigas. Assim, está na boatchy todo sábado;
- Maníaca: Vai quinta, sexta, sábado e domingo ferver, cada dia com um grupinho diferente. Essa gay trabalha para sustentar seu vício. Janta bolacha maizena com margarina e pede cartão de crédito do papi para comprar roupas em lojas despojadas, mas não antes de caçar algo interessante numa C&A ou Renner.
De onde vem essa necessidade de viver mais em boate do que na própria casa, eu não sei. Pode ser por status ou apenas para suprir algum tipo de carência. Sei lá.
Teve a época que estava no grau fervida, porém era por questões depressivas. Me sentia isolado, sozinho e angustiado em casa. Ainda mais quando estava solteiro. E aí, qual era a opção? Bater ponto todo sábado.
Porém meu jeito sempre foi observador. Ao invés de ferver, sempre fiquei reparando nas pessoas ao redor e seus comportamentos. Fui processando as ideias e decidi que balada eu só voltarei a ir em caso de extrema necessidade e, de preferência, com o namorado do lado. Há um ano atrás eu definiria balada como algo extrovertido e de curtição, mas hoje defino como um lugar nojento. Segue a enumeração dos motivos abaixo:
1. Na fila de entrada, podemos observar o perfil da maioria: sem personalidade alguma, muitas bixas se parecem muito umas com as outras. Fazem questão de exibir suas roupas "babado" compradas nessas lojas "top gls" (só não exibem o parcelamento em 12x sem juros). De narizes empinados, dá para perceber que estão só reparando e julgando quem é passiva, quem quer "atender" naquela noite ou diluindo amores por suas divas pop;
2. Os seguranças são grotescos e te olham com ódio. Está certo que esses profissionais precisam mostrar postura mais firme, mas esses exageram. Muitas vezes te dirigem a palavra como se você fosse um lixo;
3. Seja controlado. 5 drink's podem fazer sua comanda ultrapassar R$100,00 devido os preços abusivos destes locais. Se uma bosta de uma água chega a custar R$5,00 imagine o resto das bebidas;
4. Na pista de dança, você se sente num açougue. Ao invés de dançarem, muitas ficam de butuca para ver qual será a próxima vítima. A intenção de putaria fica evidente. Umas viadas vêm e passam a mão no seu passarinho ou no seu edy. Tem biscates que atacam, inclusive, quem está acompanhado. Além de serem impertinentes, demonstram total falta de respeito aos demais, evidenciando o egocentrismo de cada uma. Sem falar naquelas retardadas que ficam disputando cazamigas quem vai "catar" mais. Argh!;
5. Diversas boates ainda possuem o famoso "Dark Room". Ficando perto desses locais, dá para perceber o grande fluxo de gays que entram para fazer sexo com qualquer um. Mais do que banalização, demonstra a auto-desvalorização que a maioria dos gays cultuam. Aqui em Campinas, eu estava sentado numa mureta da área de fumantes e presenciei a cena de uma gay fazendo sexo oral na outra em pleno jardinzinho que tem no local;
6. Você não se sente seguro em beijar ninguém. Afinal, aonde será que aquela boca sedutora estava antes de querer beijar a sua?
7. Se você deseja encontrar o amor da sua vida nesses locais, tenho uma péssima notícia: 95% dos frequentadores não estão nem aí para relacionamento, mas sim, só querem saber de putaria;
8. Algumas gays passam da conta na bebida e ficam querendo gongar outras, o que geralmente ocasiona confusão das bravas.
Resumindo: Ir para baladas faz a gente enxergar o mundo podre GLS em mais evidência. Por isso, ando evitando-as ao extremo.
Vejo que muitos gays batem cartão em boates. E são muitos mesmo. E existem os graus:
- Mensaleira: a gay que ganha pouco e vai à balada uma vez por mês;
- Fervida: economiza horrores, dá até o edy para conseguir um VIP ou vive sugando o sangue dazamigas. Assim, está na boatchy todo sábado;
- Maníaca: Vai quinta, sexta, sábado e domingo ferver, cada dia com um grupinho diferente. Essa gay trabalha para sustentar seu vício. Janta bolacha maizena com margarina e pede cartão de crédito do papi para comprar roupas em lojas despojadas, mas não antes de caçar algo interessante numa C&A ou Renner.
De onde vem essa necessidade de viver mais em boate do que na própria casa, eu não sei. Pode ser por status ou apenas para suprir algum tipo de carência. Sei lá.
Teve a época que estava no grau fervida, porém era por questões depressivas. Me sentia isolado, sozinho e angustiado em casa. Ainda mais quando estava solteiro. E aí, qual era a opção? Bater ponto todo sábado.
Porém meu jeito sempre foi observador. Ao invés de ferver, sempre fiquei reparando nas pessoas ao redor e seus comportamentos. Fui processando as ideias e decidi que balada eu só voltarei a ir em caso de extrema necessidade e, de preferência, com o namorado do lado. Há um ano atrás eu definiria balada como algo extrovertido e de curtição, mas hoje defino como um lugar nojento. Segue a enumeração dos motivos abaixo:
1. Na fila de entrada, podemos observar o perfil da maioria: sem personalidade alguma, muitas bixas se parecem muito umas com as outras. Fazem questão de exibir suas roupas "babado" compradas nessas lojas "top gls" (só não exibem o parcelamento em 12x sem juros). De narizes empinados, dá para perceber que estão só reparando e julgando quem é passiva, quem quer "atender" naquela noite ou diluindo amores por suas divas pop;
2. Os seguranças são grotescos e te olham com ódio. Está certo que esses profissionais precisam mostrar postura mais firme, mas esses exageram. Muitas vezes te dirigem a palavra como se você fosse um lixo;
3. Seja controlado. 5 drink's podem fazer sua comanda ultrapassar R$100,00 devido os preços abusivos destes locais. Se uma bosta de uma água chega a custar R$5,00 imagine o resto das bebidas;
4. Na pista de dança, você se sente num açougue. Ao invés de dançarem, muitas ficam de butuca para ver qual será a próxima vítima. A intenção de putaria fica evidente. Umas viadas vêm e passam a mão no seu passarinho ou no seu edy. Tem biscates que atacam, inclusive, quem está acompanhado. Além de serem impertinentes, demonstram total falta de respeito aos demais, evidenciando o egocentrismo de cada uma. Sem falar naquelas retardadas que ficam disputando cazamigas quem vai "catar" mais. Argh!;
5. Diversas boates ainda possuem o famoso "Dark Room". Ficando perto desses locais, dá para perceber o grande fluxo de gays que entram para fazer sexo com qualquer um. Mais do que banalização, demonstra a auto-desvalorização que a maioria dos gays cultuam. Aqui em Campinas, eu estava sentado numa mureta da área de fumantes e presenciei a cena de uma gay fazendo sexo oral na outra em pleno jardinzinho que tem no local;
6. Você não se sente seguro em beijar ninguém. Afinal, aonde será que aquela boca sedutora estava antes de querer beijar a sua?
7. Se você deseja encontrar o amor da sua vida nesses locais, tenho uma péssima notícia: 95% dos frequentadores não estão nem aí para relacionamento, mas sim, só querem saber de putaria;
8. Algumas gays passam da conta na bebida e ficam querendo gongar outras, o que geralmente ocasiona confusão das bravas.
Resumindo: Ir para baladas faz a gente enxergar o mundo podre GLS em mais evidência. Por isso, ando evitando-as ao extremo.
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31/12/2012
Fanatismo bíblico-religioso
Infelizmente, temos que encarar a realidade: a religião, desde os primórdios da humanidade, vem sendo a maior ferramenta de alienação e destruição.
Ninguém precisa de uma Bíblia ou ter Deus no coração para ser uma boa pessoa. A bondade está relacionada com caráter, e este não tem nenhuma ligação com qualquer tipo de fé.
Qual a minha opinião a Bíblia?
Ela é o livro mais execrável que já fora escrito. Ela vai totalmente ao sentido oposto de que "Deus é amor", incentivando práticas descriminatórias e transformando seus seguidores em verdadeiras marionetes fundamentalistas.
Não descreio na existência de Deus, mas sei que tudo que falam por aí, não passa de baboseira. "Assim foi porque Deus quis", "Foi Deus que me deu", "Deixarei nas mãos de Deus".
Deus virou uma resposta para a passividade das pessoas. Muitos preferem atribuir suas vitórias e fracassos a Deus, por ser o mais conveniente e tradicionalista.
Não tenho nada contra os seguidores da Bíblia, desde que se abstenham em querer se intrometer na vida do próximo, julgando estar numa "missão" de Deus para levar suas palavras aos pecadores. Isso é coisa de louco e alienado. Cada um tem sua vida. Cada um faz o que quiser. Cada um já tem sua opinião formada.
Os fanáticos se colocam no centro do mundo. Eles são os corretos e eles sabem da verdade. Tudo que for contra seus "princípios" é considerado pecaminoso e tem que ser mudado. Muitos desses fundamentos já causaram os maiores derramamentos de sangue da história da humanidade. Por isso, esses fanáticos devem se limitar às suas próprias vidas. A fé é um direito de todos, mas respeitar as outras formas de crenças ou descrenças é uma obrigação de todos. É a lei básica da vida.
O fanatismo é uma doença. E como toda doença psicológica, o doente não reconhece a sua enfermidade. Mesmo não percebendo, acaba destruindo vidas, causando segregação entre famílias e povos.
Assim, como a bancada evangélica propõe a "Cura Gay", creio que deveriam considerar o fanatismo como uma patologia, que deve ser tratada com especialistas. Pois a homossexualidade não destrói vidas, mas o fanatismo sim.
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30/12/2012
Relatos de um infeliz
Não sei o que estou fazendo nesse mundo. Minha vida é uma grande bosta!
Meu emprego é um saco. Ganho pouco, trabalho muito e meu chefe é o capeta em pessoa.
Meus pais são os mais chatos do planeta! Querem me controlar ao extremo, mas esquecem até de comprar o Toddy para mim. E a comida da minha mãe? É horrível, credo. Fora que eu sou um fracassado, não tenho nem dinheiro para comprar um carro. Todo santo dia preciso pegar o ônibus coletivo, que demora para passar e vem cheio de pobre fedendo a sovaco. Amigos? Vishe... Eles só querem me ver do lado quando precisam de algum favor. São uns falsos.
Minha família é um lixo. Vivem brigando entre si. E quando trazem aquelas crianças endemoniadas para casa? Ninguém merece. Vizinhos? São uns fdp's, ficam com a droga do funk ligado alto de madrugada.
Namoros? Ninguém me quer. No começo vem cheio de romance para cima de mim, e depois vão embora. Essas pessoas são todas iguais. Jamais vou conseguir ser feliz ao lado de alguém. Emprego? Aff, nem sei o que quero. Só sei que não quero fazer uma faculdade. Odeio estudar. Então meus empregos sempre serão uns verdadeiros fracassos.
E a merda do meu celular? Trava toda hora. E o tempo? Nunca está como quero. Ou faz um calor infernal ou cai tempestade. Não consigo nem sair de casa!
E a TV? Está uma bosta!!! Não tem nada para ver. Durante a semana, fico ouriçado com a chegada do final de semana. Chega o final de semana não faço porra nenhuma. De domingo então, morro no tédio. Fico olhando com tédio para a tela do PC e procurando mensagens deprimentes para postar no Facebook. Afinal, ganhar algumas curtidas é bom pra caralho. Melhora o meu dia horrores!
Meu emprego é um saco. Ganho pouco, trabalho muito e meu chefe é o capeta em pessoa.
Meus pais são os mais chatos do planeta! Querem me controlar ao extremo, mas esquecem até de comprar o Toddy para mim. E a comida da minha mãe? É horrível, credo. Fora que eu sou um fracassado, não tenho nem dinheiro para comprar um carro. Todo santo dia preciso pegar o ônibus coletivo, que demora para passar e vem cheio de pobre fedendo a sovaco. Amigos? Vishe... Eles só querem me ver do lado quando precisam de algum favor. São uns falsos.
Minha família é um lixo. Vivem brigando entre si. E quando trazem aquelas crianças endemoniadas para casa? Ninguém merece. Vizinhos? São uns fdp's, ficam com a droga do funk ligado alto de madrugada.
Namoros? Ninguém me quer. No começo vem cheio de romance para cima de mim, e depois vão embora. Essas pessoas são todas iguais. Jamais vou conseguir ser feliz ao lado de alguém. Emprego? Aff, nem sei o que quero. Só sei que não quero fazer uma faculdade. Odeio estudar. Então meus empregos sempre serão uns verdadeiros fracassos.
E a merda do meu celular? Trava toda hora. E o tempo? Nunca está como quero. Ou faz um calor infernal ou cai tempestade. Não consigo nem sair de casa!
E a TV? Está uma bosta!!! Não tem nada para ver. Durante a semana, fico ouriçado com a chegada do final de semana. Chega o final de semana não faço porra nenhuma. De domingo então, morro no tédio. Fico olhando com tédio para a tela do PC e procurando mensagens deprimentes para postar no Facebook. Afinal, ganhar algumas curtidas é bom pra caralho. Melhora o meu dia horrores!
28/12/2012
Adaptação
"Querido Pai,
Estou aqui observando as luzes da cidade pela janela do meu apartamento. A Sindy está comigo, fazendo companhia. Ainda lembro de quando éramos uma família grande, unida e feliz, dos domingos onde a macarronada era lei e dos filmes que assistíamos juntos. Hoje eu me olhei no espelho, me deparando com a minha idade, com os meus traços... Encarei meus próprios olhos e uma lágrima escorreu de um deles. Já haviam presenciado muita dor, muitas mudanças. Tento, mas não consigo me imaginar antigamente. Não sei os motivos das minhas antigas atitudes e posturas. Só sei que... bem, que eu sempre dei pouco valor ao meu presente, ignorando o futuro e remoendo o passado. Esse ciclo vicioso talvez me acompanhe até o final de minha jornada. Quanto mais anos vividos, menos vejo sentido na vida. Primeiro a vida nos faz amar pessoas, daí com o tempo elas vai nos tirando esses pessoas, como se tudo fosse proposital. Amor e perda andam uma do lado da outra. Sabe pai, para mim era inimaginável ficar longe de você e da mamãe. A agonia tomava conta de meus pensamentos. Quando era criança, lembro que não queria ir para escola. Mamãe me levou no primeiro dia e eu cai em prantos, não querendo me separar dela. Mas os dias foram passando e eu me adaptei àquela realidade. Quando a mamãe morreu de câncer, quando eu tinha 15 anos, perdi totalmente o chão. E com o tempo, me adaptei à essa perda. Quando fui chamado ao exército, passei noites sem dormir. O primeiro mês foi tão duro e percebi que um dos meus maiores pesadelos havia se tornado realidade. Jornada após jornada, fui fazendo amizades, aprendendo a trabalhar em equipe e criei amor por aquilo tudo! Eu estava amando aquilo que sempre temi. Mas a minha maior adaptação foi quando resolvi ser eu mesmo. Me afastei daquela vida que você e toda a família julgavam ideal para correr atrás da minha própria felicidade. Me lembro até hoje da surra que me deu quando soube que eu estava namorando o Marcos. Aquilo me feriu, não só fisicamente. Por que eu não poderia ser livre para ser o que sou? O Marcos me acolheu e me levou para a casa dele. Praticamente estávamos levando uma vida de casados. Mais uma vez percebi que me adaptei. Pois é, não é o tempo que cura tudo, mas sim, a adaptação. Lógico que a adaptação é aliada do tempo, mas ele é apenas o coadjuvante. Se não fosse a nossa capacidade de adaptação, de nada adiantaria o tempo passar. E é essa adaptação que faz toda a minha vida ter menos sentido. O Marcos sofreu um acidente de moto ontem e acabei de receber a notícia do seu falecimento. Eu choro, não pela perda do meu grande amor, mas sim porque eu sei que daqui alguns meses irei me adaptar mais uma vez...
E... mais uma vez, eu peço que esqueça o seu orgulho e se deixe adaptar ao fato do seu filho ser diferente daquilo que você queria que fosse.
Do filho que te ama,
Robson."
Estou aqui observando as luzes da cidade pela janela do meu apartamento. A Sindy está comigo, fazendo companhia. Ainda lembro de quando éramos uma família grande, unida e feliz, dos domingos onde a macarronada era lei e dos filmes que assistíamos juntos. Hoje eu me olhei no espelho, me deparando com a minha idade, com os meus traços... Encarei meus próprios olhos e uma lágrima escorreu de um deles. Já haviam presenciado muita dor, muitas mudanças. Tento, mas não consigo me imaginar antigamente. Não sei os motivos das minhas antigas atitudes e posturas. Só sei que... bem, que eu sempre dei pouco valor ao meu presente, ignorando o futuro e remoendo o passado. Esse ciclo vicioso talvez me acompanhe até o final de minha jornada. Quanto mais anos vividos, menos vejo sentido na vida. Primeiro a vida nos faz amar pessoas, daí com o tempo elas vai nos tirando esses pessoas, como se tudo fosse proposital. Amor e perda andam uma do lado da outra. Sabe pai, para mim era inimaginável ficar longe de você e da mamãe. A agonia tomava conta de meus pensamentos. Quando era criança, lembro que não queria ir para escola. Mamãe me levou no primeiro dia e eu cai em prantos, não querendo me separar dela. Mas os dias foram passando e eu me adaptei àquela realidade. Quando a mamãe morreu de câncer, quando eu tinha 15 anos, perdi totalmente o chão. E com o tempo, me adaptei à essa perda. Quando fui chamado ao exército, passei noites sem dormir. O primeiro mês foi tão duro e percebi que um dos meus maiores pesadelos havia se tornado realidade. Jornada após jornada, fui fazendo amizades, aprendendo a trabalhar em equipe e criei amor por aquilo tudo! Eu estava amando aquilo que sempre temi. Mas a minha maior adaptação foi quando resolvi ser eu mesmo. Me afastei daquela vida que você e toda a família julgavam ideal para correr atrás da minha própria felicidade. Me lembro até hoje da surra que me deu quando soube que eu estava namorando o Marcos. Aquilo me feriu, não só fisicamente. Por que eu não poderia ser livre para ser o que sou? O Marcos me acolheu e me levou para a casa dele. Praticamente estávamos levando uma vida de casados. Mais uma vez percebi que me adaptei. Pois é, não é o tempo que cura tudo, mas sim, a adaptação. Lógico que a adaptação é aliada do tempo, mas ele é apenas o coadjuvante. Se não fosse a nossa capacidade de adaptação, de nada adiantaria o tempo passar. E é essa adaptação que faz toda a minha vida ter menos sentido. O Marcos sofreu um acidente de moto ontem e acabei de receber a notícia do seu falecimento. Eu choro, não pela perda do meu grande amor, mas sim porque eu sei que daqui alguns meses irei me adaptar mais uma vez...E... mais uma vez, eu peço que esqueça o seu orgulho e se deixe adaptar ao fato do seu filho ser diferente daquilo que você queria que fosse.
Do filho que te ama,
Robson."
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