Agosto de 2014. A menos de dois meses do primeiro turno das Eleições, falando sobre o assunto em uma roda de conhecidos, verifiquei que a grande maioria não sabe, sequer, mais de dois nomes entre os presidenciáveis. Teve gente que nem sabia da existência de Eduardo Campos, falecido ontem, que aparecia em terceiro lugar nas últimas pesquisas.
Essa roda de conhecidos serve como uma amostragem que deixa claro o quão ignorante o povo brasileiro é em relação a política. Neste cenário, arrisco dizer que mais de 90% da população nem sabe quem é Luciana Genro ou Eduardo Jorge, por exemplo. Se é assim com os candidatos a presidência, imagine como a ignorância é ainda maior nos demais cargos como de Governador, Senador, Deputado Federal e Estadual. A gravidade do assunto piora ainda mais se perguntarmos em quais políticos as pessoas voltaram nas Eleições passadas. Garanto que a resposta mais ouvida será: "Não lembro!".
Não é atoa que a estratégia de muitos partidos pequenos em lançar uma celebridade como deputado, por conta de legendas partidárias, dê certo. A parcela da polução que entende sobre coeficiente eleitoral é extremamente minúscula. (Caso seja o seu caso, uma matéria que explica isso muito bem pode ser acessada clicando aqui). Ou seja, muitos eleitores acham que estão abafando, dando o famoso voto de protesto, quando na verdade estão colaborando mais contra aquilo que pensam estarem lutando.
Não adianta multidões participarem de protestos pelo país, se no momento principal, a hora do voto, não se tem conhecimento político o suficiente para votar nas pessoas certas. Não adianta falar que a política no Brasil é uma "merda" se você em nenhum momento pesquisou sobre os candidatos antes de decidir o seu voto. Vale lembrar que não são apenas os políticos ruins culpados pela deterioração da nossa política. Tais políticos foram eleitos pela população.
Antes de criticar, reveja seus próprios conceitos. Talvez você se olhe no espelho e veja mais um responsável por tudo aquilo que lamenta. Enquanto o brasileiro não amadurecer politicamente, as mudanças necessárias não acontecerão.
14/08/2014
Grito dos ignorantes: A imaturidade política do brasileiro.
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10/08/2014
Escola não é igreja!
Lembro que, no primário, minha professora levou toda a turma para assistir a um filme na sala de TV. Não era um filme como outro qualquer que já havíamos visto antes (animações clássicas de "Branca de Neve", "Alice", "Pinóquio", entre outros), mas sim de um "drama", com personagens "reais". O roteiro era sobre um casal, onde um deles era temente a Deus e o outro não. O que não era temente sofreu um acidente, acabou morrendo e pagando caro por "não aceitar a Deus e Jesus", indo diretamente ao inferno.
Hoje, crescido e com opinião formada, compartilho com a mesma indagação de qualquer pessoa que tenha bom senso: Que raios leva uma professora fazer crianças indefesas e cruas de opiniões próprias a assistirem um filme desses?
Primeiramente, assim como pais que ameaçam seus filhos com castigos e palmadas, educá-los através do medo também em outros assuntos como a religião, por exemplo, é o pior caminho para formação de qualquer criança. Um filho não tem que ter medo de seus pais, mas sim, respeito. E engana-se muito quem pensa que medo e respeito andam juntos. Existe uma grandiosa distância entre as duas palavras. Quem educa uma criança através do medo está a incentivando a ter uma adolescência revolta, que pode gerar muitas dores de cabeça no futuro.
Agora, inserir a religião através desse mesmo método (do medo) é algo não só nocivo ao psicológico de uma criança, mas sim para toda a sociedade. É o melhor instrumento para a construção de um povo alienado. Já seria grave a utilização desse método por parte da família, mas quando isso começa a ocorrer em escolas públicas, o sinal vermelho deve ser ligado. Por sinal, ele está ligado há muito tempo.
Religião e educação escolar não combinam. Nem aqui e nem em qualquer outra nação. Só seria viável o ensino da religião em ambiente escolar, caso todas as religiões existentes fossem abordadas, de maneira neutra, claro. Vivemos em uma sociedade plural. Plural em raças, religiões, ideologias, etc. Esse pluralismo tem de ser respeitado para o bem estar de todos.
Está muito claro, a todos que queiram enxergar, que existem muitos líderes de denominações religiosas (sendo que a evangélica é bem mais evidente) almejando o domínio e controle do país. Alienando o povo através de seus pontos fracos (todos eles decorrentes do medo), esses líderes estão se infiltrando na mídia e na política, sedentos pelo poder.
É por conta disso que atitudes como a do vereador de uma cidade de interior de SP, que elaborou uma lei para obrigar a leitura da Bíblia nas escolas públicas, devem ser combatidas. Mais do que isso, devem gerar repulsa aos defensores de um Estado livre, onde as pessoas tenham a liberdade de escolher e viver da maneira que bem entender.
Aos defensores das intervenções religiosas ao Estado, vai uma frase para reflexão: Uma pessoa que precisa temer o inferno e desejar o paraíso para ter boas atitudes, não é, essencialmente, uma pessoa boa, mas sim um alguém medroso e fraco.
Hoje, crescido e com opinião formada, compartilho com a mesma indagação de qualquer pessoa que tenha bom senso: Que raios leva uma professora fazer crianças indefesas e cruas de opiniões próprias a assistirem um filme desses?
Primeiramente, assim como pais que ameaçam seus filhos com castigos e palmadas, educá-los através do medo também em outros assuntos como a religião, por exemplo, é o pior caminho para formação de qualquer criança. Um filho não tem que ter medo de seus pais, mas sim, respeito. E engana-se muito quem pensa que medo e respeito andam juntos. Existe uma grandiosa distância entre as duas palavras. Quem educa uma criança através do medo está a incentivando a ter uma adolescência revolta, que pode gerar muitas dores de cabeça no futuro.
Agora, inserir a religião através desse mesmo método (do medo) é algo não só nocivo ao psicológico de uma criança, mas sim para toda a sociedade. É o melhor instrumento para a construção de um povo alienado. Já seria grave a utilização desse método por parte da família, mas quando isso começa a ocorrer em escolas públicas, o sinal vermelho deve ser ligado. Por sinal, ele está ligado há muito tempo.
Religião e educação escolar não combinam. Nem aqui e nem em qualquer outra nação. Só seria viável o ensino da religião em ambiente escolar, caso todas as religiões existentes fossem abordadas, de maneira neutra, claro. Vivemos em uma sociedade plural. Plural em raças, religiões, ideologias, etc. Esse pluralismo tem de ser respeitado para o bem estar de todos.
Está muito claro, a todos que queiram enxergar, que existem muitos líderes de denominações religiosas (sendo que a evangélica é bem mais evidente) almejando o domínio e controle do país. Alienando o povo através de seus pontos fracos (todos eles decorrentes do medo), esses líderes estão se infiltrando na mídia e na política, sedentos pelo poder.
É por conta disso que atitudes como a do vereador de uma cidade de interior de SP, que elaborou uma lei para obrigar a leitura da Bíblia nas escolas públicas, devem ser combatidas. Mais do que isso, devem gerar repulsa aos defensores de um Estado livre, onde as pessoas tenham a liberdade de escolher e viver da maneira que bem entender.
Aos defensores das intervenções religiosas ao Estado, vai uma frase para reflexão: Uma pessoa que precisa temer o inferno e desejar o paraíso para ter boas atitudes, não é, essencialmente, uma pessoa boa, mas sim um alguém medroso e fraco.
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20/04/2014
Estatuto da Família: a Escravidão não acabou!
Você acorda cedo e se mata de trabalhar. Na hora de receber, seu salário é entre 1 a 2 salários mínimos. Desconta-se INSS e, na maioria dos casos, percentuais de assistência médica, vale transporte e vale refeição. Seu salário não dá nem para pagar o seu aluguel ou contas básicas como supermercado, água e luz. Tudo é muito caro e tarifado. Brasileiro trabalha de 4 a 6 meses no ano só para pagar impostos. O retorno é quase zero. Sistema de saúde falido, educação deprimente, segurança zero, ruas esburacadas, calçadas intransitáveis, transporte público precário e infraestrutura urbana caótica. Se quiser assinar internet tem que se contentar com um serviço muito caro e de baixa qualidade. Tudo é lento. Rápido somente o trabalhador mesmo deve ser. Se matar e se tornar escravo para sustentar empresários e políticos.
Se a pessoa ganha um pouco mais, Imposto de Renda fica na cola. Afinal,a Receita nunca pode ficar no prejuízo... Ou seja, até mesmo os ricos não estão livres do sistema. A única diferença é que, mesmo assim, a condição de vida deles é bem melhor do que a de 90% da população.
Quem tem dinheiro, tem tudo. Até felicidade. Quem não tem tenta ao menos ser feliz como pode.
Tudo o que se refere aos direitos do povo é burocrático. Somos acorrentados a este sistema, mesmo que isso passe por despercebido pela maioria. Uma escravidão regulamentada rege nossas vidas. Temos que produzir, gastar e dar lucro ao Governo.
Se somos "obrigados" a aceitarmos essa situação de escravidão econômica, na parte pessoal, humana, temos o direito de sermos livres. Escolher ou não uma religião, vestir uma roupa na qual nos sentimos bem, ser heterossexual, bissexual, homossexual, escolher nossos amigos e montar nossa família em nome do amor...
Infelizmente até na liberdade individual o sistema começa a intervir, ou pelo menos tentar. Eles querem definir o que podemos considerar ou não uma família, com quem podemos nos relacionar e como precisamos nos comportar em sociedade. Mais algemas começam a surgir.
O Estatuto da Família nada mais é do que um projeto com bases cristãs, portanto, mais uma estratégia de aumento de poder da bancada religiosa em nossa política. Aos defensores do Estatuto, só uma observação: Vocês estão erguendo uma plaquinha dizendo "Eu sou um idiota, refém do Estado e da Igreja e quero que todos pensem assim". Marqueteiros voluntários da intolerância e do desrespeito às diversidades de crenças e sexuais.
Religião é questão pessoal. Você segue uma determinada religião. Você tem direito a isso. Só não tem o direito de impor sua religião e dogmas às outras pessoas. Não gosta da ideia de um casal gay adotando uma criança? É uma opinião pessoal sua, mas que não deve, de fato, interferir na vida alheia.
Quanto mais a religião se aproximar do Estado, mais uma nação se aproximará das ruínas.
Se a pessoa ganha um pouco mais, Imposto de Renda fica na cola. Afinal,a Receita nunca pode ficar no prejuízo... Ou seja, até mesmo os ricos não estão livres do sistema. A única diferença é que, mesmo assim, a condição de vida deles é bem melhor do que a de 90% da população.
Quem tem dinheiro, tem tudo. Até felicidade. Quem não tem tenta ao menos ser feliz como pode.
Tudo o que se refere aos direitos do povo é burocrático. Somos acorrentados a este sistema, mesmo que isso passe por despercebido pela maioria. Uma escravidão regulamentada rege nossas vidas. Temos que produzir, gastar e dar lucro ao Governo.
Se somos "obrigados" a aceitarmos essa situação de escravidão econômica, na parte pessoal, humana, temos o direito de sermos livres. Escolher ou não uma religião, vestir uma roupa na qual nos sentimos bem, ser heterossexual, bissexual, homossexual, escolher nossos amigos e montar nossa família em nome do amor...
Infelizmente até na liberdade individual o sistema começa a intervir, ou pelo menos tentar. Eles querem definir o que podemos considerar ou não uma família, com quem podemos nos relacionar e como precisamos nos comportar em sociedade. Mais algemas começam a surgir.
O Estatuto da Família nada mais é do que um projeto com bases cristãs, portanto, mais uma estratégia de aumento de poder da bancada religiosa em nossa política. Aos defensores do Estatuto, só uma observação: Vocês estão erguendo uma plaquinha dizendo "Eu sou um idiota, refém do Estado e da Igreja e quero que todos pensem assim". Marqueteiros voluntários da intolerância e do desrespeito às diversidades de crenças e sexuais.
Religião é questão pessoal. Você segue uma determinada religião. Você tem direito a isso. Só não tem o direito de impor sua religião e dogmas às outras pessoas. Não gosta da ideia de um casal gay adotando uma criança? É uma opinião pessoal sua, mas que não deve, de fato, interferir na vida alheia.
Quanto mais a religião se aproximar do Estado, mais uma nação se aproximará das ruínas.
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Bolsonaro Presidente!
Uma onda revolucionária nasceu na internet brasileira. E esta é uma onda tão perigosa quanto a corrupção que presenciamos hoje no nosso Governo.
Uma boa parte da população (formada, principalmente, por machos alfas, brancos e cristãos) defendem um novo Golpe Militar. É nesse contexto que um nome aparece com muita força: o atual deputado Jair Bolsonaro (PP), que já foi militar e é o porta-voz da moral e dos bons costumes. O tom agressivo de suas abordagens causam efeito heroico e esperançoso para um povo que não aguenta mais a corrupção e o descaso da maioria de nossos governantes.
Basta falar de maneira firme o que o povo quer ouvir para conquistar sua confiança. Isso não funciona apenas para políticos não. Temos exemplo no jornalismo, nas empresas, na mídia, nas igrejas... E por aí vai.
O grande perigo da sociedade, afinal, é considerar inteligente e inquestionável apenas o que condiz com o que ela pensa. Qualquer discurso contrário é digno de ser massacrado, por mais que seja coerente e bem argumentado.
Não me surpreende ver que indagações desses revolucionários sejam tão contraditórias. Defendem tanto a liberdade de expressão para emitir uma opinião, mas não aceitam opiniões contrárias. Ou seja, a liberdade de expressão só é válida para eles e para quem pensa como eles. Revolucionários esses que, também, duvido que pratiquem o hábito da leitura de bons livros e que busquem dentro de si uma evolução intelectual para ver os problemas sociais de uma outra maneira. São os famosos papagaios, que saem repetindo sempre as mesmas falácias e combatem o "esquerdismo" a qualquer custo.
Só para ressaltar que Bolsonaro está como Deputado Federal há 24 anos e os seus projetos "viáveis" são contabilizados nos dedos e deve já ter sido ultrapassado até mesmo por bebês da política como Popó e Tiririca (inclusive em assiduidade, também).
Então se você defende Bolsonaro a ponto de deseja-lo na presidência, cuidado! Você pode ser tão imaturo politicamente quando os eleitores do PT, que vocês tanto adoram criticar!).
Então se você defende Bolsonaro a ponto de deseja-lo na presidência, cuidado! Você pode ser tão imaturo politicamente quando os eleitores do PT, que vocês tanto adoram criticar!).
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28/03/2014
A culpa é da mulher! Fora o FEMINISMO!!!
Mulher não pode trabalhar. Ela tem que ficar em casa, cuidando dos filhos, do marido e dos afazeres domésticos. Mulher não pode usar roupa curta e nem ficar de muita conversinha com outros homens. Mulher não pode exigir nada. Sua função é somente a submissão.
Agora o homem pode farrear, chegar tarde em casa, jantar e encostar a bunda no sofá para assistir ao jogo de futebol. Mulher, no meu serviço, é inferior ao homem. E se ela andar de roupas curtas na rua, pode ser chamada de puta e ainda ser abusada. Afinal, ela é quem está pedindo para ser abusada.
Sinceramente eu não sei nem o que falar de ignorantes que pensam desta maneira. Afinal, a testosterona do macho alfa foi a responsável pelas Guerras, pelos massacres e genocídios da história da humanidade. O machão é o dono de indústria irresponsável que polui o planeta. O machão é responsável por brigas em estádios. Os policiais machões são responsáveis por inúmeras acusações de abuso de autoridade.
Quem me dera se o mundo fosse habitado apenas por mulheres. Com certeza o mundo estaria bem melhor. É no amor de mãe, na dedicação no trabalho e na sensibilidade no trato ao próximo que a MULHER se demonstra acima de qualquer falácia machista e repugnante.
EM LUTO PELOS 65% DE ALIENADOS BRASILEIROS QUE ACHAM QUE A MULHER É A MAIOR CULPADA POR SOFRER ESTUPRO.
Afinal, aqui no Brasil e em qualquer outra nação subdesenvolvida, existe uma praga chamada precariedade da educação.
Agora o homem pode farrear, chegar tarde em casa, jantar e encostar a bunda no sofá para assistir ao jogo de futebol. Mulher, no meu serviço, é inferior ao homem. E se ela andar de roupas curtas na rua, pode ser chamada de puta e ainda ser abusada. Afinal, ela é quem está pedindo para ser abusada.
Sinceramente eu não sei nem o que falar de ignorantes que pensam desta maneira. Afinal, a testosterona do macho alfa foi a responsável pelas Guerras, pelos massacres e genocídios da história da humanidade. O machão é o dono de indústria irresponsável que polui o planeta. O machão é responsável por brigas em estádios. Os policiais machões são responsáveis por inúmeras acusações de abuso de autoridade.
Quem me dera se o mundo fosse habitado apenas por mulheres. Com certeza o mundo estaria bem melhor. É no amor de mãe, na dedicação no trabalho e na sensibilidade no trato ao próximo que a MULHER se demonstra acima de qualquer falácia machista e repugnante.
EM LUTO PELOS 65% DE ALIENADOS BRASILEIROS QUE ACHAM QUE A MULHER É A MAIOR CULPADA POR SOFRER ESTUPRO.
Afinal, aqui no Brasil e em qualquer outra nação subdesenvolvida, existe uma praga chamada precariedade da educação.
23/03/2014
Pobre: ou é estressado ou é anormal!
Você ganha menos de 3 salários mínimos? Está cheio de contas para pagar e ainda detesta seu emprego? Esse texto irá te confortar (ou não)!
Ao buscar no Google frases como "o que fazer com o estresse no trabalho", com certeza você irá trombar com diversos artigos bonitinhos dizendo que estresse é perigoso, que a maior vilã é a insatisfação no emprego e que você deve refletir e seguir algumas dicas, como fazer uma atividade física, por exemplo, para driblar tal estresse.
Textos assim normalmente são redigidos por profissionais que possuem seu imóvel próprio, andam com carrão e se preocupam com marca de vinho irá comprar para a próxima reunião em família ou amigos. Ou seja, é fácil para um engravatado dizer o que um pobre coitado tenha de fazer ou não.
Mas, felizmente, esse artigo ao qual vós ledes é escrito por um pobre igual vocês. Então se preparem para se identificar com o que vão ler e dar um belo "like"! Ops, esqueci que não estou no Facebook.
Segundo uma matéria que li, o brasileiro é o segundo mais estressado do mundo, só perdendo para o japoneses. Embora não entenda muito bem o motivo dos nossos queridos orientais serem tão estressados, vide seu o alto grau intelectual e desenvolvimento nacional, está mais do que compreensível os motivos de ocuparmos tal segunda posição.
Primeiramente, tudo que interessa ao pobre no Brasil é lento. O SUS é lento, o trânsito é lento, o transporte público é lento, a internet é lenta, a justiça é lenta, a educação é lenta, o aumento de salário é lento. A única coisa que não pode ser lenta é o próprio pobre. O pobre tem que ser rápido para produzir mais no trabalho, tem que ser rápido para não se atrasar para o trabalho, tem que ser rápido para ir sentado no busão, tem que ser rápido para chegar cedo no postinho de saúde para pegar as primeiras senhas, tem que ser rápido para pagar as contas (caso contrário serviços como água, luz, internet e cartão de crédito são cortados, além do pobre ser incluído no serviço de proteção ao crédito). E o mais importante: tem que ser rápido para pagar imposto.
O pobre pode ganhar um salário mínimo, mas, de qualquer forma, tem ser o melhor funcionário do mundo, se relacionar bem com todos os colegas de trabalho, fazer bonitinho tudo o que chefe manda, não pode ficar doente, não pode chegar atrasado no trabalho, mas se puder sair um pouquinho mais tarde vai ser muito para a empresa. Tem que se preocupar ao máximo em associar produtividade com qualidade, de preferência não fazer muitas exigências e se contentar em tudo que lhe é imposto pela chefia. Afinal, eles estão pagando o seu salário e sua obrigação é trazer mais lucros e benefícios à eles. Mesmo que eles andem de Ferrari e você de busão, não importa. Tem que vestir a camisa e fazer muitos gols.
E depois de tanto esforço... Putz! Seu salário não consegue nem pagar o aluguel do seu apartamento. O seu cartão de crédito está estourado, o IPTU está chegando... Affs, Matheus! O que eu faço agora? Dê uma corridinha ou pedale no seu bairro. Isso vai te desestressar e muito. Exceto se você for assaltado no meio do caminho e ter que, mais uma vez, parcelar o seu celular.
Pow! Não tem jeito mesmo! Se você é pobre, mas é feliz com a vida é sinal que você seja anormal ou mais um alienado da indústria conformista, dirigida pelos magnatas da mídia e da política.
Ao buscar no Google frases como "o que fazer com o estresse no trabalho", com certeza você irá trombar com diversos artigos bonitinhos dizendo que estresse é perigoso, que a maior vilã é a insatisfação no emprego e que você deve refletir e seguir algumas dicas, como fazer uma atividade física, por exemplo, para driblar tal estresse.
Textos assim normalmente são redigidos por profissionais que possuem seu imóvel próprio, andam com carrão e se preocupam com marca de vinho irá comprar para a próxima reunião em família ou amigos. Ou seja, é fácil para um engravatado dizer o que um pobre coitado tenha de fazer ou não.
Mas, felizmente, esse artigo ao qual vós ledes é escrito por um pobre igual vocês. Então se preparem para se identificar com o que vão ler e dar um belo "like"! Ops, esqueci que não estou no Facebook.
Segundo uma matéria que li, o brasileiro é o segundo mais estressado do mundo, só perdendo para o japoneses. Embora não entenda muito bem o motivo dos nossos queridos orientais serem tão estressados, vide seu o alto grau intelectual e desenvolvimento nacional, está mais do que compreensível os motivos de ocuparmos tal segunda posição.
Primeiramente, tudo que interessa ao pobre no Brasil é lento. O SUS é lento, o trânsito é lento, o transporte público é lento, a internet é lenta, a justiça é lenta, a educação é lenta, o aumento de salário é lento. A única coisa que não pode ser lenta é o próprio pobre. O pobre tem que ser rápido para produzir mais no trabalho, tem que ser rápido para não se atrasar para o trabalho, tem que ser rápido para ir sentado no busão, tem que ser rápido para chegar cedo no postinho de saúde para pegar as primeiras senhas, tem que ser rápido para pagar as contas (caso contrário serviços como água, luz, internet e cartão de crédito são cortados, além do pobre ser incluído no serviço de proteção ao crédito). E o mais importante: tem que ser rápido para pagar imposto.
O pobre pode ganhar um salário mínimo, mas, de qualquer forma, tem ser o melhor funcionário do mundo, se relacionar bem com todos os colegas de trabalho, fazer bonitinho tudo o que chefe manda, não pode ficar doente, não pode chegar atrasado no trabalho, mas se puder sair um pouquinho mais tarde vai ser muito para a empresa. Tem que se preocupar ao máximo em associar produtividade com qualidade, de preferência não fazer muitas exigências e se contentar em tudo que lhe é imposto pela chefia. Afinal, eles estão pagando o seu salário e sua obrigação é trazer mais lucros e benefícios à eles. Mesmo que eles andem de Ferrari e você de busão, não importa. Tem que vestir a camisa e fazer muitos gols.
E depois de tanto esforço... Putz! Seu salário não consegue nem pagar o aluguel do seu apartamento. O seu cartão de crédito está estourado, o IPTU está chegando... Affs, Matheus! O que eu faço agora? Dê uma corridinha ou pedale no seu bairro. Isso vai te desestressar e muito. Exceto se você for assaltado no meio do caminho e ter que, mais uma vez, parcelar o seu celular.
Pow! Não tem jeito mesmo! Se você é pobre, mas é feliz com a vida é sinal que você seja anormal ou mais um alienado da indústria conformista, dirigida pelos magnatas da mídia e da política.
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22/03/2014
Profissionalismo
Em qualquer empresa em que trabalhemos, os chefes sempre dirão que precisamos, acima de tudo, sermos profissionais. Mas afinal, o que é ser profissional? Seria aquele funcionário que não falta, não chega atrasado, possui ética no ambiente de trabalho, que toma cuidado no relacionamento com os demais colegas, que vise sempre as boas aparências e funcionamento da empresa?
Segundo o dicionário Aulete seria basicamente isso.
"1. Bras. Ação, procedimento, qualidade ou característica do bom profissional, daquele que é competente, capaz, proficiente, responsável, sério, pontual, ético etc. em sua profissão"Quem imagina que esse post seja para defender essa bandeira das empresas está, de certa forma, enganado. Não vou aqui escrever regras ou dar dicas para sermos bons profissionais. Acredito que quase todos saibam como se deve comportar e trabalhar numa empresa. Essa minha postagem será para vermos o outro lado da situação: de como uma empresa pode se aproveitar desse termo (o do título) para exigir absurdos de seus funcionários.
Primeiramente, gostaria de dizer que sou totalmente contra as empresas que só visam o lucro. Uma firma moderna, além de querer ganhar dinheiro tem a inteligência de entender que precisa colocar o bem estar de seus empregados em primeiro lugar. Essa equação é totalmente lógica: funcionário estressado não tem um bom desempenho, o que causa ineficiência em sua produção. Apelar pela rotatividade de funcionários deixará a empresa com mais saldos negativos do que positivos. Portanto, é importante que o funcionário seja sempre ouvido, tratado como ser humano e corrigido de maneira amigável e discreta quando cometer alguma falha em sua função. Não adianta querer dar sermão em um funcionário específico na frente de vários outros funcionários. Ou simplesmente não dar ouvidos quando algum empregado fizer alguma reivindicação. A hierarquia, utilizada em seu pleno significado, leva às empresas às ruínas. O superior tem de ter em mente que ele não "é" mais do que seus subalternos e que sua função é fiscalizar, orientar e ser amigo de todos.
Em empresas maiores, com vários setores, é um imprescindível que todos hajam em colaboração mútua. Muitas vezes diferentes setores acabam por criar rixas e competições não saudáveis entre eles. Além de causar estresse desnecessário entre os empregados envolvidos, essas brigas podem levar a caminhos cada vez mais arriscados. Então cabe aos funcionário evitar esse tipo de rivalidade e aos chefes controlarem a situação.
Outro ponto que vale destacar é quando uma empresa cobra de mais seus empregados e é fechada para críticas, sugestões e questionamentos dos mesmos. O desgaste também é inevitável quando os trabalhadores sentem que são apenas "peões" e ferramentas de lucro para seus chefes.
O mais grave dos erros é quando chefe fala: Não está satisfeito, pede as contas!
Além dessa fala ser um assédio moral, com causa ganha pro funcionário em caso de processo trabalhista, isso inferioriza não só o profissional, mas sua própria figura humana. É como se falasse: você ganha pouco, mas depende desse salário para comer! Então pare de reclamar e vá produzir!
Mas, Matheus, o que você quis dizer com tudo isso? O que isso tem em relação a "profissionalismo"?
Bom, é bem simples.
A moral da história é: As empresas estão corretas em exigir profissionalismo de seus funcionários, porém até as mesmas precisam ser profissionais. Inteligência empresarial é fundamental para o sucesso de uma firma.
O que eu faço se eu estiver estressado no meu emprego?
Primeiro veja se o responsável por esse estresse não seja você mesmo. Caso negativo, tenha sempre em mente que sua saúde é mais importante do qualquer dinheiro. Se a empresa pouco se importa com seu bem estar e possui as características que citei no texto, caia fora. Não fique pensando que será difícil achar outro emprego. Confie em si próprio. Acredite que achará uma empresa melhor. Afinal, concordo plenamente com a frase: precisamos viver para trabalhar e não trabalhar para viver.
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